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Energia elétrica em Angola
Energia elétrica em Angola*
Quem conhece Angola, descobre hoje um novo país. Um país dinâmico e seguro, com estabilidade política, militar e econômica. Também enfrentando a crise mundial, Angola ainda continua vivendo um momento próspero no cenário energético. A guerra faz parte do passado. Em apenas três anos, o país reorganizou-se para dar início ao seu processo dereconstrução.
A estabilidade política e econômica abriu novas e excelentes oportunidades para se investir em energia elétrica no país.  Angola é atravessada por rios com poderosas quedas d’ água, isto é, com um enorme potencial em termos de produção de energia hidrelétrica. Em circunstâncias normais, a fonte hidrelétrica é a principal origem de energia elétrica em Angola. No entanto,progressivamente as centrais foram ficando indisponíveis, passando-se a recorrer às fontes de energia termelétrica a partir da segunda metade da década de 80.

Com a situação da guerra, o consumo de energia estagnou, especialmente na indústria, e o setor residencial tornou-se o principal consumidor de energia. A participação da energia térmica aumentou durante a guerra, pois as estações hidrelétricas foramsendo danificadas. Foram efetuados investimentos para aumentar a capacidade térmica de Luanda.

Com vastas reservas de petróleo e enorme capacidade para gerar energia hidrelétrica, Angola é um dos países com maior potencial do mundo no setor de energia. Infelizmente, o longo período de conflito impossibilitou o país de tirar vantagens dos seus recursos energéticos. Muitas áreas do paísencontram-se sem energia elétrica e, onde há, os serviços são intermitentes e pouco confiáveis.
O Governo de Angola tem feito um esforço enorme com o objetivo de reverter a atual situação o mais rápido possível. Entre outras ações, a reabilitação e expansão da geração de eletricidade, sistemas de transmissão e distribuição de energia.

A energia hidrelétrica representa 75% do fornecimento energético deAngola e a sua Companhia de Eletricidade Nacional (ENE) tem participado em numerosos acordos internacionais - para renovar as barragens e centrais energéticas já existentes e construir outras mais.

Especialistas na área dizem que o país tem um mínimo de 65.000GW por ano de potencial hidrelétrico derivado dos três principais rios nacionais: O Kwanza no norte, o Catumbela no centro e o Kunene, nosul. Angola espera ter capacidade para suportar todas as suas necessidades energéticas a nível doméstico e para exportar a energia excedente para países vizinhos.

Angola possui um potencial hidrelétrico estimado em 18 mil MW, mas atualmente tem apenas disponíveis 790MW, representando 4% desse potencial. Além da construção de novas barragens, para um aproveitamento eficiente das capacidadesinstaladas, Angola aposta também na reabilitação dos sistemas existentes, sobretudo as centrais elétricas, subestações, linhas de transmissão e redes de distribuição de energia, visando melhorar o fornecimento de energia e o consequente aumento do acesso a esse serviço.
Os programas de desenvolvimento exigem a existência de energia elétrica, mas o Estado criou um quadro legal que permite aparticipação do setor privado em projetos ligados a produção, transporte e distribuição de energia.
A entrada de agentes privados no setor energético visa, por um lado, aumentar o acesso dos usuários ao serviço, reabilitar e expandir as atividades, e, por outro lado, a aplicação de tarifas que estejam de acordo com os custos operacionais dos operadores. No entanto, o país possui um potencial fabuloso naárea energética e tem atraído bastante investimentos no setor. 
 
* João Macário de Omena Netto é engenheiro eletricista da Odebrecht e responsável pelo
Programa de Produção Elétrica em projetos da empresa em Angola.

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