Saussure e jakobson

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  • Publicado : 26 de março de 2013
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TEORIA DA COMINICAÇÃO

1- Como se define o signo em Saussure?

Saussure define o signo como a união do sentido e da imagem acústica. O que ele chama de “sentido” é a mesma coisa que conceito ou ideia, isto é, a representação mental de um objeto ou da realidade social em que nos situamos, representação essa condicionada pela formação sociocultural que nos cerca desde o berço. Em outraspalavras, para Saussure, conceito é sinônimo de significado (plano das ideias), algo como o lado espiritual da palavra, sua contraparte inteligível, em oposição ao significante (plano da expressão), que é sua parte sensível.

2- Quais as duas leis do signo linguístico?

Arbitrariedade: uma das características do signo linguístico é o seu caráter arbitrário. Não existe uma razão para que umsignificante esteja associado a um significado. Isso explica o fato de que cada língua usa significantes diferentes para um mesmo significado.
Linearidade: Os componentes que integram um determinado signo se apresentam um após o outro, tanto na fala como na escrita.

3- Qual o duplo caráter da linguagem?

Todo signo linguístico implica dois modos de arranjo:
1) A combinação. Todo signo é compostode signos constituintes e/ou aparece em combinação com outros signos, Isso significa que qualquer unidade linguística serve, ao mesmo tempo, de contexto para unidades mais simples e/ou encontra seu próprio contexto em uma unidade linguística mais complexa. Segue-se daí que todo agrupamento efetivo de unidades linguísticas liga-as numa unidade superior: combinação e contextura são as duas faces deuma mesma operação.

2) A seleção. Uma seleção entre termos alternativos implica a possibilidade de substituir um pelo outro, equivalente ao primeiro num aspecto e diferente em outro. De fato, seleção e substituição são as duas faces de uma mesma operação.
4- Escreva 20 linhas no mínimo sobre o eixo AB CD.

 Para Saussure, é indispensável, em Linguística, como em todas as demais ciências,se distingam os fenômenos de duas maneiras: 1. Do ponto de vista de sua configuração sobre o eixo AB das simultaneidades (“relações entre coisas coexistentes”), excluindo-se qualquer consideração de tempo; 2. De acordo com a posição do fenômeno sobre o eixo CD das sucessividades, no qual cada coisa deve ser considerada por si mesma, sem esquecer, contudo, que todos os fatos do primeiro eixo aí sesituam com suas respectivas transformações. Para Saussure, sincronia, está para um “estado de língua”, assim como diacronia para uma “fase de evolução”. Optando pela primeira, e rejeitando igualmente a síntese pancrônica, invoca que “a multiplicidade dos signos da língua nos impede absolutamente de estudar-lhe, ao mesmo tempo, as relações no tempo e no sistema”.
Para as ciências que trabalhamcom valores, tal distinção se torna uma necessidade prática e, em certos casos, uma necessidade absoluta. Nesse domínio, pode-se lançar aos estudiosos o desafio de organizarem suas pesquisas de modo rigoroso, sem levar em conta os dois eixos, sem distinguir o sistema de valores considerados em si, desses mesmos valores considerados em função do tempo. A língua é formada por elementos que se sucedemum após outro linearmente na cadeia da fala e a essa relação Saussure chama de sintagma: O sintagma se compõe sempre de duas ou mais unidades consecutivas: re-ler, contra todos, a vida humana, Deus é bom, se fizer bom tempo, sairemos, etc. Na cadeia sintagmática, um termo passa a ter valor em virtude do encontro que estabelece com aquele que o precede ou lhe sucede, ou a ambos, visto que um termonão pode aparecer ao mesmo tempo que outro, em virtude do seu caráter linear. Em “Hoje fez frio”, por exemplo, não podemos pronunciar a sílaba je antes da sílaba ho (Jeho!), nem ho ao mesmo tempo em que je: é impossível. É essa cadeia fônica que faz com que se estabeleçam relações sintagmáticas entre os elementos que a compõem. 

5- Escreva 20 linhas no mínimo sobre a consciência semiótica....
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