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Cavalaria



Se nos restringimos ao sentido militar da palavra “cavalaria”, defini-la-emos essencialmente como um grupo profissional, o dos guerreiros de elite, atacando impetuosamente de lança ou espada em punho, em todos os campos de batalha da Europa Medieval: a cavalaria pesada, rainha das batalhas do século X ao XIV. Na cavalaria não entra quem quer! Reis e príncipes distinguemcom sua autoridade essa confraria profissional, a que exige controla o acesso, filtrar a admissão.

Desde então, um cavaleiro não é somente um guerreiro a cavalo, mais um membro reconhecido da aristocracia. Cavaleiro torna-se titulo nobiliário.

A igreja fica indiferente ao progresso da cavalaria. Constatando o enfraquecimento do poder central, especialmente na França dos séculos Xe XI, ela tenta proteger-se da fúria devastadora e saqueadores dos senhores da guerra, que são os ponteados locais, castelões á frente de seus cavaleiros. Ela confia a defesa dos estabelecimentos eclesiásticos, de bens e pessoas, a outros castelões ou a outros guerreiros recrutados para essa finalidade. Ao mesmo tempo, e de varias maneiras, a Igreja tenta inculcar nesses cavaleiros, e depois emtoda a cavalaria, um ideal elevado: a proteção da igreja, dos fracos e dos desarmados no interior da Cristandade; a luta contra os infiéis, no interior.




Corporação de Guerreiros de Elite




Todavia, a partir do fim do século XI, e mais claramente em seguida, o termo milites substitui équites, como se os verdadeiros guerreiros só pudessem estar a cavalo. No século IX eX, esses avanços difundem e favorecem o combate a cavalo, com lanças ainda curtas (menos de 2,5m), usadas como azagaias ou chuços. No inicio do século XII, no entanto, um novo método de combate, e do choque frontal, surgindo meio século antes, mais considerado até então secundário, impões-se e chega a suplantar os demais: nele se usa a lança horizontal fixa, que o cavaleiro segura firmementeencaixada sob o braço.

Com esse novo método adotado definitivamente pela cavalaria, a eficiência da lança não depende mais da força do braço do guerreiro, mais da velocidade do cavalo: o cavaleiro forma um todo com sua montanha e esse “projétil vivo” beneficia-se da potencia que lhe confere o golpe do cavalo.

O equipamento do cavaleiro compõe-se de armas ofensivas, que são as lançase espada, esta empunhada quando a lança se parte no choque e é preciso combater de perto, no “improviso”, no corpo a corpo. Da mesma forma que as lanças, as espadas alongam-se e com o tempo se tornam-se pesadas, para contrabalançar a evolução das armas defensivas.Nos séculos XI e XII, o cavaleiro protege seu corpo graças á loriga, cota de malha flexível de uns dez quilos, reforçado no século XIII,para ceder lugar, nos séculos XIV e XV, ás armaduras rígidas mas articuladas, que transformam o cavaleiro em verdadeira fortaleza montada, quase invulnerável se ele estiver a cavalo, mas terrivelmente exposto e frágil quando, desmontado, ele fica no chão à mercê da adaga dos infantes (chamada, aliás, “misericórdia”), capaz de penetrar nos interstícios da couraça e conduzir à morte ou, pelo menos,à sua ameaça para obter rendição.

No século XI, era pendurado ao pescoço para se cavalgar mais confortavelmente, mesmo para atacar, deixando aos braços maior liberdade de movimento para o manejo da lança. O escudo, bem como o estandarte preso na haste da lança, cobre-se de figuras emblemáticas e de brasões, ao mesmo tempo sinais de conhecimento indispensáveis para atenuar o anonimatodas couraças e meios de afirmar sua categoria ou seu pertencimento a uma casa prestigiosa das qual portam “as armas”. Do equipamento do cavaleiro também fazem parte vários cavalos de combate, treinados para investidas e para o corpo-a-corpo sob gritos e toques de trompas.

No século XI, o posto de escudeiro continua muito humilde, identificado ao do servo ou do cavalarico. Esse posto...
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