Sarau

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Sarau
Um sarau (do latim seranus, através do galego serao) é um evento cultural ou musical realizado geralmente em casa particular onde as pessoas se encontram para se expressarem ou se manifestarem artisticamente. Um sarau pode envolver dança, poesia, leitura de livros, música acústica e também outras formas de arte como pintura e teatro. Evento bastante comum no século XIX que vem sendoredescoberto por seu caráter de inovação, descontração e satisfação. Consiste em uma reunião festiva que ocorre à tarde ou no início da noite[1], apresentando concertos musicais, serestas, cantos e apresentações solo, demonstrações, interpretações ou performances artísticas e literárias. Vem ganhando vulto por meio das promoções dos grêmios estudantis e escolas.
Poesia Brasileira do Século XIXColeção: Paulo Bodmer e Marília Carqueja
Texto: Marília Carqueja Vieira
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Luiz Nicolau Fagundes Varella
(1841-1875)



* * *

Estrellas
Singelas,
Luzeiros
Fagueiros,
Esplendidos orbes, que o mundo aclarais!
Desertos e mares, - florestas vivazes!
Montanhas audazes que o céo topetais!
Abysmos
Profundos!
Cavernas
Eternas!
Extensos,
ImmensosEspaços
Azues!
Altares e trhonos
Humildes e sabios, soberbos e grandes!
Dobrai-vos ao vulto sublime da cruz!
Só ella nos mostra da gloria o caminho,
Só ella nos falla das leis de - Jesus!
FAGUNDES VARELLA

Este poeta romântico nasceu em uma fazenda em Rio Claro (RJ) e faleceu em Niterói. Viveu sua infância cercado pela natureza. Filho de magistrado, matriculou-se na Faculdade deDireito, sem contudo concluir o curso.
Preferia a atividade literária aliada à boemia. Casou-se duas vezes, hipocondríaco, por vezes abandonava a casa e passava os dias vagando pelas matas. Seu mais famoso poema, Cântico do Calvário, dedicou à memória do filho cuja morte muito a amargurou.
É um dos patronos da Academia Brasileira de Letras. (brasilcult)

Poesia Brasileira do Século XIXColeção: Paulo Bodmer e Marília Carqueja
Texto: Marília Carqueja Vieira
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Bernardo Joaquim da Silva Guimaraes
(1825-1884)



MINHA REDE

Minha rede preguiçosa,
Amorosa,
Em teu seio me embalança;Quero ter nos ceus risonhos
Doces sonhos
De ventura e de esperança.

Neste languido desleixo
Correr deixo
Minha vida descuidosa,Contemplando alli defronte
No horizonte
Uma nuvem côr de rosa.

Pelo vão dessa janella,
Pura e bella,
Eu a vejo deslisar;
Pelo campo ethereo voga
Qual piroga
Cortando o ceruleo mar.

Linda nuvem, quem medera
Pela esphera
Em teus hombros ir boiando,
E pairando sobre os montes,
Horizontes
Infinitos devassando!

. . . . . . . . . .
BERNARDO GUIMARÃES

Nasceu em Ouro Preto,Minas Gerais,. Formou-se em direito pela Faculdade de São Paulo. Exerceu as profissões de jornalista, juiz, professor, crítico e poeta. Seus romances, até hoje editados são bastante populares.
Manuel Bandeira contudo ao se referir a Bernardo Guimarães, rotula-o de melhor poeta do que romancista.
Suas principais obras são: Poesias, O ermitão de Muquém, O Garimpeiro, A escrava Isaura...
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