Russia

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  • Publicado : 17 de maio de 2012
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PIB per capita na China ultrapassou os 10 mil dólares

Devido às pressões de Estados Unidos, Japão e Europa para que a China renuncie ao seu status atual e assuma as obrigações de uma nação desenvolvida, importantes negociações multilaterais estão em um beco sem saída. Eles também pretendem que outros países, como Brasil e Índia, façam o mesmo.
Em termos absolutos a China é uma grandeeconomia. Seu produto interno bruto (PIB) é o segundo no mundo, superado apenas pelos Estados Unidos. Também é o maior emissor de gases-estufa, à frente inclusive dos Estados Unidos. Contudo, isto é principalmente porque, com 1,3 bilhão de habitantes, é o país mais populoso do planeta.
Entretanto, apesar da imagem poderosa com que se apresenta nos meios de comunicação, a China é um comum país emdesenvolvimento se forem examinados seus indicadores per capita.
O status econômico dos países é definido pelas Nações Unidas, pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelo Banco Mundial, e o critério principal que utilizam é a renda per capita.
O FMI classifica a China como país em desenvolvimento com PIB per capita em 2010 de US$ 4.382 e o coloca em 91º lugar entre 184 nações do mundo. Seispaíses africanos (Guiné Equatorial, Gabão, Botsuana, Maurício, África do Sul e Namíbia) têm PIB per capita superiores ao da China. O PIB per capita chinês é menos de décimo do norte-americano, que chega a US$ 46.860. Luxemburgo encabeça a lista, com US$ 108.952.
Pequim o índice de urbanização do município, cuja população permanente ronda os 17,5 milhões, atingiu os 85 por cento, é um dos quatromunicípios chineses directamente dependentes do governo central, como Xangai, Tianjin e Chongqing, e tem um estatuto idêntico ao de uma província.
Em 2009, o valor do PIB per capita em Pequim atingiu os 10.115 dólares, mais 115 dólares do que o mínimo estabelecido pelo Banco Mundial para definir uma cidade ou país moderadamente próspero.
As autoridades anunciaram também que, em 2009, as vendas deautomóveis em Pequim aumentaram 42,4 por cento e em termos de área residencial vendida, o sector imobiliário cresceu 82,3 por cento.
A economia chinesa cresceu 8,7 por cento no ano passado.
Sinólogos apresentam as mais diversas teorias para explicar como um país que, no início da década de 1980, era apenas medianamente industrializado, com mais de 80% da população concentrada na agricultura, quepossuía cerca de 700 milhões de pobres e 400 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza, se tornou em menos de 30 anos a segunda maior potência econômica mundial pela paridade de poder de compra, e a terceira ou quarta pela paridade cambial.
Se compararmos a renda dos 10 milhões de milionários com os 20 a 30 milhões que vivem abaixo da linha da pobreza, teremos uma desigualdadegritante. No entanto, se avaliarmos que a China colocou no patamar de classe média cerca de 850 milhões de pessoas, no curto espaço de 30 anos e numa época em que a hegemonia do pensamento neoliberal considerava inevitável a disseminação da pobreza e da miséria, em virtude da prevalência do desemprego estrutural, será necessário medir as desigualdades chinesas com outros parâmetros.
Por um lado, aeconomia da China tem crescido a um ritmo muito alto. Em 2007, seu PIB foi de 3,5 trilhões de dólares (66% superior ao de 2002), suas reservas internacionais atingiram 1,52 trilhões de dólares, seu comércio externo foi de 2,17 trilhões de dólares e seu superávit comercial de 356 bilhões de dólares. Por outro lado, as políticas de redistribuição de renda do Estado chinês têm conseguido fazer com que arenda pessoal acompanhe, em certa medida, o crescimento do PIB. Entre 2002 e 2007, essa renda cresceu cerca de 100%.
Apesar disso, não se pode negar uma forte concentração de renda. No enriquecimento em ondas da sociedade chinesa, que prevê um piso de vida medianamente abastada para todos os seus habitantes em 2020, alguns estão surfando mais rápido e se esquecendo dos que vêm atrás.
Os...
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