Rubeola

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RUBÉOLA


Trabalho apresentado à disciplina de Epidemiologia como requisito parcial na obtenção da nota bimestral do 3° Período de Enfermagem, sob a orientação da professora Luciene.



RUBÉOLA
Descrição
É uma doença exantemática aguda, de etiologia viral, que apresenta alta contagiosidade, cometendo principalmente crianças. Doença de curso benigno, sua importância epidemiológica estárelacionada ao risco de abortos, natimortos, e malformações congênitas, como cardiopatias, catarata e surdez. É denominada síndrome da rubéola congênita (SRC), quando a infecção ocorre durante a gestação.
Agente etiológico
O agente infeccioso da rubéola é um vírus, pertencente ao gênero Rubivírus, família Togaviridae.
Modo de transmissão
Através de contato com as secreções nasofaríngeas depessoas infectadas. A infecção se produz por disseminação de gotículas ou através de contato direto com os pacientes. A transmissão indireta, mesmo sendo pouco frequente, ocorre mediante contato com objetos contaminados com secreções nasofaringeanas, sangue e urina.
Período de incubação
Em geral, este período varia de 14 a 21 dias, durando em média 17 dias. A variação máxima observada é de 12 a 23dias.
Período de transmissibilidade
Aproximadamente, de 5 a 7 dias antes do início do exantema e de 5 a 7 dias após.
Tratamento
O tratamento da rubéola na grande maioria dos casos se restringe a amenizar o desconforto provocado pelos sintomas, enquanto o organismo se defende da doença e recupera-se, uma vez que não há tratamento antiviral específico.
Relativamente aos medicamentosadministrados, os analgésicos são indicados para diminuir as dores articulares ou musculares e fármacos antitérmicos são recomendados para tratar a febre.
Síndrome da rubéola congênita
A grande preocupação em relação à rubéola está na contaminação de mulheres grávidas. Se em crianças e adultos a doença é branda, no feto em desenvolvimento ela pode ser catastrófica.

Se adquirido durante o primeirotrimestre, o risco de más formações é maior que 80%. Além dos defeitos morfológicos, 1 em cada 5 mulheres infectadas sofre aborto nesta fase.

A síndrome da rubéola congênita se caracteriza por catarata, surdez, defeitos cardíacos, alterações no fígado e lesão neurológica, inclusive com retardo do desenvolvimento mental. Em vários países do mundo o aborto é permitido em casos de rubéola no 1º trimestre.Recém-nascidos com rubéola congênita podem transmitir o vírus por até 1 ano, sendo necessário evitar o seu contato com outras grávidas não imunizadas.

Infecções contraídas após a 20º semana trazem pouco risco de mal formações, porém ainda existe a chance de transmissão da virose para o feto. Normalmente estas crianças nascem com baixo peso, mas sem defeitos na formação.

Nas grávidas asorologia ganha muita importância. Toda gestante deve ser testada para rubéola e nos casos negativos, deve-se dobrar os cuidados em relação a contato com pessoas com sintomas de virose. A sorologia é importante também naquelas mulheres susceptíveis que desenvolvem síndromes febris com rash durante a gravidez.
Suscetibilidade e imunidade
A suscetibilidade é geral. A imunidade ativa é adquiridaatravés da infecção natural ou por vacinação, permanecendo por quase toda a vida. Os filhos de mães imunes podem apresentar imunidade passiva e transitória durante 6 a 9 meses. Tem sido relatada a ocorrência de reinfecção, em pessoas previamente imunes através de vacinação ou infecção natural, quando reexpostas ao vírus.
Essa reinfecção é usualmente assintomática, detectável apenas por métodossorológicos.
Aspectos clínicos e laboratoriais
Manifestações clínicas
O quadro clínico é caracterizado por exantema máculo-papular e puntiforme difuso, iniciando-se na face, couro cabeludo e pescoço, espalhando-se posteriormente para o tronco e membros.
Além disso, apresenta febre baixa e linfadenopatia retro-auricular, occipital e cervical posterior, geralmente antecedendo ao exantema no período...
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