Rotura uterina

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2.2.3. Rotura uterina http://pt.scribd.com/doc/57052751/33/Rotura-uterina
Trata-se da rotura completa ou incompleta da parede uterina, que ocorre sobretudo além da 28a semana gestacional e durante o trabalho de parto, precedida, em sua maioria, por quadro clínico de iminência de rotura uterina, o que facilita suaprevenção. Por essa razão, a sua freqüência representa um indicador da qualidade daassistência obstétrica prestada nos serviços em que ocorre.
CAUSAS MAIS FREQÜENTES
1. Hipercontratilidade uterina (inclusive iatrogênica, por estimulação ocitócica ou com misoprostol) em pacientes com cirurgias uterinas anteriores (sobretudo cesariana corporal e miomectomias).
2. Cicatrizes de cesárea corporal anterior.
3. Insistência do parto por via baixa em casos de desproporçãofeto-pélvica não diagnosticada (parto obstruído somado ao não-uso de partograma).
4. Traumas externos.
5. Manobras de versão interna/externa feitas intempestivamente.
DIAGNÓSTICO
SINAIS DE IMINÊNCIA DE ROTURA UTERINA
1. Pacientes com contrações subentrantes intensas e excessivamente dolorosas.
2. Síndrome de distensão segmentar (Bandl-Frommel)
_ Sinal de Bandl (anel próximo ou contíguo à cicatrizumbilical que separa o corpo do segmento inferior do útero).
_ Sinal de Frommel (ligamentos redondos retesados e desviados para frente).
ROTURA UTERINA INSTALADA
1. Dor abrupta e lancinante no hipogástrio, seguida de acalmia dolorosa transitória.
2. Paralisação do trabalho de parto.
3. Hemorragia (interna e/ou externa) cuja intensidade dependerá da extensão da rotura e dos vasos atingidos.4. Choque diretamente relacionado ao volume da hemorragia.
5. Sinais de irritação peritoneal.
6. Deformidades abdominais (útero vazio e feto fora da cavidade _ rotura completa), feto "superficial" e com ausculta em geral negativa.
CONDUTA
• tratamento é cirúrgico, variando desde a sutura uterina à histerectomia, podendo a paciente necessitar de suporte vital. Algumas roturas provocam grandeshematomas de ligamento largo, podendo estender-se ao retroperitônio. A abordagem cirúrgica desses casos é mais complexa. O hematoma de ligamento largo deve ser drenado, mas hematomas retroperitoniais, em princípio, não devem ser manipulados.
• em casos de parto vaginal com roturas sem manifestação clínica, mais encontrados em rotura de cicatriz segmentar transversa (muitas vezes deiscência e nãorotura), detectadas na revisão de segmento uterino após a dequitação, a conduta dependerá da estabilidade hemodinâmica da paciente e da hemorragia visível. Em alguns casos pode ser adotada conduta expectante, desde que a paciente fique sob rigorosa observação e com ocitócicos em grandes doses. Em grandes roturas detectadas ao toque, é mais aconselhável proceder-se à laparotomia com sutura da área lesada,podendo ou não ser feita laqueadura tubárea, conforme o desejo da paciente e sua condição obstétrica.
Rotura uterina 2 - http://www.correiodoestado.com.br/noticias/rotura-uterina_79166/
Trata-se da rotura completa ou incompleta da parede uterina, que ocorre sobretudo além da 28ª semana gestacional e durante o trabalho de parto, precedida, em sua maioria, por quadro clínico de iminência derotura uterina, o que facilita sua prevenção. Por essa razão, a sua frequência representa um indicador da qualidade da assistência obstétrica prestada nos serviços em que ocorre.
A rotura uterina constitui uma das complicações obstétricas mais temidas da gravidez, podendo acarretar risco de morte tanto para o feto, quanto para a gestante. Na literatura há registros, que a incidência pode chegar a umarotura uterina a cada 2.000 partos. Importante salientar que esta complicação não ocorre apenas durante o período do parto, podem acontecer roturas uterinas durante a gestação. Desta maneira, o principal fator de risco seria um grande número de partos anteriores, conhecido no meio médico como multiparidade.

Fatores de risco
Os outros fatores de risco associados a esta complicação que...
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