Ronaldo Vainfas e Juliana de Souza tra am em Brasil de todos os Santos o quadro de forma o da religiosidade dos brasileiros

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Ronaldo Vainfas e Juliana de Souza traçam em Brasil de todos os Santos o quadro de formação da religiosidade dos brasileiros, e numa linguagem simples e bem acessível não só a historiadores como também ao publico em geral, trabalham o modo como o catolicismo desembarcou aqui com as caravelas portuguesas e a partir de então passou a conviver com conceitos e ritos da fé indígena e africana, misturando-se a estas no cotidiano dos colonos e construindo, assim, esse traço fundamental da experiência religiosa do Brasil até os dias de hoje: o sincretismo.
Para os autores o sincretismo começa a se formar logo nos primeiros momentos da colonização. Desembarcam aqui junto aos navegadores, também a igreja e a tradição católica de Portugal, que expressa seu desejo de expandir-se para a América com uma missa realizada alguns dias depois da chegada em terra e com os nomes dados inicialmente à nova terra ? Terra de Vera Cruz e Terra Santa de Cruz- e os nomes dados às vilas aqui fundadas ? Salvador da Bahia, por exemplo. Só que, segundo o nosso primeiro historiador, o franciscano frei Vicente do Salvador[2] citado por Vainfas e Juliana de Souza, a influência demoníaca se fez presente aqui no Brasil, mostrando-se justamente neste novo nome escolhido para a colônia, nome que fazia alusão a uma simples árvore e não a, segundo o frei, madeira bem mais importante: a cruz de Cristo, o que era, portanto, obra e influência do demônio. Assim, o maniqueísmo europeu chegou ao Brasil e aqui multiplicou-se para formar o imaginário religioso que hoje conhecemos.
A partir do desejo de expansão para América da igreja era, então, preciso ensinar aos índios a fé cristã, de modo a criar no Brasil uma extensão da cristandade européia. Para cumprir tal missão vieram os jesuítas, que criaram uma logística própria que incluía os aldeamentos, uma identificação da Bíblia com o imaginário dos nativos, através de dramatizações, comparações, e de sua principal arma, que foi a criação da língua geral para

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