Risos

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  • Publicado : 31 de outubro de 2012
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1) Informação sem persuasão?
Em uma campanha publicitária, a Newsweek dizia ser uma revista informativa, ou seja, sem persuasão. Porém esta é uma forma de persuasão logo, ela não é somente informativa. Podemos perceber aqui que existem dois tipos de persuasão: àquelas mais claras e àquelas menos claras, como esta. É difícil de encontrarmos manifestações discursivas sem a persuasão, pois,discurso e persuasão, estão diretamente ligados. Este livro tem como intenção colocar o discurso persuasivo em jogo.
2) A tradição retórica
Elementos iniciais
É necessário voltarmos aos clássicos para falar sobre a persuasão: foi com os gregos que obtivemos o domínio da expressão verbal. Com seus conhecimentos de democracia se expunham ao público e assim deveriam ser hábeis em argumentação. As escolastinham disciplinas para ensinar a arte do domínio da palavra, sendo algumas a eloqüência e a retórica – esta última era a disciplina que trazia mais harmonia para a arte e o espírito. Segundo Oswald Ducrot e Tzvetan Todorov essa foi a primeira manifestação a refletir a linguagem como um discurso e não mais como uma língua. Assim, a retórica tornou-se responsável pelo uso da linguagem paraconvencer. Mas essa visão, com o tempo, passou a significar “recurso embelezador do discurso”, chegando a ser vista, no século XVIII e XIX, como algo pejorativo.
A retórica clássica
O povo grego exercia o poder através da palavra. Filósofos como Sócrates e Platão deixaram relatos sobre a linguagem como meio de soberania, mas é Aristóteles que estuda a sua estrutura e função. Ele escreveu a Arteretórica que é subdividida em partes I, II e III, tendo gramática, lógica, filosofia da linguagem e estatística como alguns de seus temas.
Jean Voilquin e Jean Capelle desenvolveram um roteiro de leitura para o livro. Resumindo ao máximo é um livro com as normas e regras para melhor compreender os procedimentos persuasivos. Aristóteles deixa clara a diferença entre retórica e persuasão; ele vê algo deciência na retórica, não passando pelo ponto ético, mas sim pelo analítico, já que a retórica procura meios para se ganhar a verdade. Como ele mesmo afirma, a retórica não aplica suas regras a um determinado gênero. Assim se deduz que retórica: não é persuasão; pode revelar como persuadir; não está nos discursos institucionais, onde é o lugar da persuasão; é analítica; e seria como o código doscódigos por atingir todas as formas discursivas.

Durante a leitura do livro, vai se descobrindo as regras gerais. Aristóteles também coloca uma estrutura com quatro partes: exórdio, narração, provas e peroração. A primeira é compreendida como o início do discurso, a introdução, para garantir a fidelidade do receptor. Na segunda: a argumentação, ou onde acontece o desenrolar dos fatos, do tema. Emprovas temos o alicerce da argumentação, onde se comprova o que foi dito. Na última, a oportunidade final para persuadir o receptor, subdividida em outras quatro partes: colocá-lo contra o adversário, intensificar o que foi dito, deixá-lo apaixonado e, por fim, recapitular. Tudo isso ainda vêm com outras subdivisões.
Dado a Arte retórica Aristóteles é visto como um dos pioneiros em organizar ateoria do discurso, mas sem confundi-lo como o criador da retórica, pois ele simplesmente só a analisou.
Verdade e verossimilhança
Tendo já clara a relação entre retórica e persuasão, persuadir, como a sua etimologia já aponta, é aconselhar. Para isso não é necessário trabalhar com a verdade, basta ser algo verossímil ao objetivo. Podemos ver isso na seguinte situação: cartazes que fazem o produto aser vendido passar por uma série de processos fotográficos, redefinindo sua imagem. Nestas situações, sabe-se que ocorre essa manipulação, mas mesmo assim a imagem (verossímil) faz entender a excelência do produto.
Outra forma de demonstração seria o super-homem, que apesar de realizar atos impossíveis aos seres humanos, é aceito pelo público. Isso ocorre porque ele tem uma lógica própria: é...
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