Risco e vulnerabilidade e práticas de prevenção e promoção da saúde

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  • Publicado : 16 de novembro de 2012
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O Conhecimento e as Práticas de Saúde
Ao longo da história das práticas de saúde, a busca dos saberes mais apropriados às ações necessárias ao alcance dos efeitos desejados tem sido alvo de interrogações, disputas e, especialmente, de uma muito viva e rica produção intelectual.Passando por três momento:
1- Medicina na Grécia foi deixando seu perfil tradicional de transmissão oral,e de práticasreligiosas,para caminhar na direção de uma prática técnica, associada aos saberes teóricos.
2- Século XV(Ackerknecht, 1982; Nogueira, 1977) Saberes originários de um conhecimento prático disputaram com os saberes de bases mais eruditas.
3- Um terceiro momento se estabeleceu cerca de três séculos depois, quando
saberes médicos científicos, expande-se sobre o cotidiano dos hábitos e relaçõeshumanas tornando-os objeto de conhecimento e intervenção em saúde.
Como aspecto central da discussão, por dizer respeito de perto a particularidade do campo da saúde coletiva, o terceiro eixo acima citado, o aspecto relativo às diversas esferas de objetividade dos saberes e práticas da saúde coletiva, seu compromisso com a apreensão e intervenção sobre os determinantes sociais das necessidadesindividuais e coletiva de saúde. É nesta perspectiva que se pode melhor compreender as relações entre os conceitos de risco e de vulnerabilidade, e o desenvolvimento e aplicação da epidemiologia colocando-se no centro destas relações.

História da Epidemiologia
Enquanto a medicina clínica dedica-se ao estudo da doença no indivíduo, analisando caso a caso, a epidemiologia estuda os fatores quedeterminam a freqüência e a distribuição das doenças em grupos de pessoas.
Epidemiologia é a “Ciência que estuda o processo saúde-doença em coletividades humanas, analisando a distribuição e os fatores determinantes das enfermidades, dos danos à saúde e dos eventos associados à saúde coletiva, propondo medidas específicas de prevenção, controle ou erradicação de doenças, e fornecendo indicadoresque sirvam de suporte ao planejamento, administração e avaliação das ações de saúde” (Rouquayrol)
Inicialmente a epidemiologia surgiu do estudo das epidemias das enfermidades infecciosas. Nesta época, os estudos da epidemiologia eram baseados no estudo demográfico de qualquer doença com a ajuda da estatística.
A Epidemiologia surgiu a partir da consolidação de um tripé de elementos conceituais,metodológicos e ideológicos: a Medicina Clínica, a Estatística e a Medicina Social.
O objetivo da Epidemiologia é produzir conhecimento e tecnologia capazes de promover a saúde individual através de medidas de alcance coletivo.
Existem três períodos na trajetória de desenvolvimento histórico e epistemológico do discurso epidemiológico moderno: a epidemiologia da constituição, da exposição, edo risco.
Na epidemiologia da constituição, definida a partir do final do século XIX até as duas primeiras décadas do século XX, predomina a expressão histórica e geográfica da epidemia, porém já aparecem as primeiras referências conceituais do risco. O espaço já é, neste período, compreendido como meio de interação entre germes e populações, apesar da presença de uma importante resistência a umatradução estritamente bacteriológica dos fenômenos epidêmicos.
A epidemiologia da constituição é definida por três características principais: O controle técnico dos agravos à saúde como horizonte normativo; o comportamento coletivo dos fenômenos patológicos como a base sobre as quais a verdade das proposições epidemiológicas se apoiavam; e a variação quantitativa como a linguagem que maisautenticamente expressava a possibilidade de se apreender e intervir sobre tais fenômenos coletivos e o seu controle técnico.
John Snow é quem primeiro aplica conceitos modernos de epidemiologia na epidemia de cólera da Londres vitoriana. Nesse período inicial, o Instituto de Higiene de Munique, fundado por Pettenkofer foi paradigmático. De caráter mais pragmático e atuante, ela veio modificar o...
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