Revolução francesa e seu legado e o pensamento politico de max weber

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  • Publicado : 28 de outubro de 2011
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A REVOLUÇÃO FRANCESA E SEU LEGADO

A Revolução Francesa foi o ponto culminante de um movimento de ideais que mudou a face do mundo e que tem raízes não só na França, mas em todos os centros vitais do pensamento europeu nos séculos XVII e XVIII. Pensamento que vem sobretudo de Locke e Hobbes, de Spinoza, Descartes, Montesquieu, Voltaire, Diderot e Rousseau; que ganhou corpo no Iluminismo, naEncyclopédie, nas doutrinas daqueles que eram então conhecidos simplesmente como lês philosophes (os filósofos), pensadores que elaboravam a idéia do progresso geral e da felicidade do gênero humano à luz da ciência, da razão esclarecida e do humanismo, contrapostos ao obscurantismo e à aceitação cega dos dogmas.

Precedentes da Revolução Francesa

A França vivia sob o Absolutismo Monárquico,predominavam as práticas mercantilistas e a relação de servidão, tendo em vista que a maioria da população era camponesa e pagava altíssimos impostos a uma restrita classe aristocrática. Na agricultura a situação tornou-se grave; devido à seca, as colheitas foram péssimas, fazendo escassear, sobretudo o trigo. O custo de vida subiu rapidamente. A população urbana não desfrutava de melhorescondições, composta por assalariados de baixa renda, desempregados e pequenos burgueses que também pagavam impostos e sofriam com um custo de vida cada vez mais elevado. A sociedade era divida em 3 estamentos o terceiro composto pelo povo, o primeiro estamento, o clero, e o segundo a nobreza. Esta vivia nababescamente, sem sequer se dar conta dos problemas sofridos pela população.
A Guerra de independênciados EUA, deflagrada em 1775, exerceu grande influência nos rumos da França por agravar as crises financeiras francesas, em decorrência da guerra com a Grã-Bretanha. Em 1787, o pagamento da dívida publica francesa absorvia mais da metade da receita. A balança comercial entrou em déficit. Começaram a eclodir motins originados pela fome, quer nos campos quer nas cidades, estas invadidas pelostrabalhadores agrícolas desempregados.
Várias foram as tentativas de reerguer as combalidas finanças francesas, Turgot, o ministro Charles Alexandre de Calonne (1732-1802), o arcebispo de Tolouse Loménie de Brienne (1727-1794) foram responsáveis por várias dessas tentativas. O ultimo insistiu em um reforma onde a criação de impostos cairia sobre o clero e a nobreza, a Assembleia dos Notáveis,representativa dessas duas classes, reagiu dizendo que tal medida só poderia ser tomada pelos Estados Gerais e Luiz XVI dissolve a assembléia. Estava aberta a fase pré-revolucionaria, a chamada revolta da Aristocracia.
Brienne submeteu o seu projeto tributário ao parlamento de Paris, algumas das reformas foram aceitas, porém o essencial foi recusado e insistiu na convocação dos Estados Gerais, o governocedeu e convocou tal para 1792. Como a situação não se resolvia o parlamento tentou adiantar essa convocação para 1789, em revide a essa rebeldia o governo priva o parlamento de suas atribuições mais importantes.

Os Estados Gerais e a Tomada da Bastilha


Nova concessão do poder: um decreto de 05/07/1788 anunciou que os Estados Gerais se reuniriam a 1º de maio de 1789, não em Paris, pormedo à turbulência da população, mas em Versalhes. Eram compostos por 1200 deputados: 300 da nobreza, 300 do clero e 600 do terceiro estamento. Essa convocação de 1789 é a era verdadeira do nascimento do povo. Ela chamou o povo inteiro ao exercício de seus direitos. Como descreve Jules Michelet “todos se reuniram para eleger, todos escreveram suas queixas, foi uma comoção imensa, profunda, como umtremor de terra; a massa com isso estremeceu até as regiões obscuras e silenciosas, onde menos se teria suspeitado a vida.” Porém, o efeito não foi tão abalador, o 1º e o 2º estado foram privilegiados, tenda em vista que a votação não era por individuo e sim por estado, logo somaram-se dois votos contra 1 do terceiro estado.Os deputados deste se rebelaram proclamando-se em Assembleia Geral...
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