Resumos de hep

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A psicologia científica no século XIX: Modelo Fisiológico e Modelo experimental
1.1.1 – A terminologia psicológica
Charles Bonnet também é o primeiro a empregar, em francês, a palavra “psicologia”. Para além deste termo, também força toda uma série de palavras derivadas. “Psicómetro” ou “Psicofísica”.

1.1.2. – Um estudo naturalista da alma
Charles Bonnet, vai proceder à análise“genética” das faculdades psicológicas. Imagina uma “ficção” que “não será a natureza, mas terá o seu fundamento nesta”. Representa a si próprio uma estátua viva, colocada numa clareira, e analisa a maneira pela qual esta adquire as diversas sensações, começando pelas mais simples. Todavia diferente de Condillac, interessa-se pela “fisiologia” da estátua e pela maneira pela qual a “atmosferaodorífera”, composta de “corpúsculos” modifica as “fibras” que compõem a estátua. De acordo com Bonnet, convém “reflectir sobre o físico do nosso ser, visto ter tanta influência sobre todas as operações da alma”.

1.1 - Gall e a Frenologia
No começo do século XIX, o trabalho de Charles Bonnet é prosseguido por Gall, fundador da “frenologia”. Para os frenologistas, o funcionamento do espíritopode ser estudado a partir das suas bases materiais, orgânicas, e , por conseguinte, essencialmente a partir da configuração do cérebro, tal qual transparece das “bossas” do crânio.
1.2.1. – Gall anatomista e fisiologista
Franz Joseph Gall (1758-1828) médico austríaco cujos cursos foram proibidos em Viena devido ao seu materialismo, viaja pela europa e estabelece-se em Paris, onde tem um grandeêxito mundano, mas também, científico. Entre 1810 e 1819, em colaboração com J.G. Spurzheim para os dois primeiros volumes, Gall publica a sua obra magna anatomie et physiologie du systéme nerveux em général et du cerveau en particulier. Em 1825, publica, em seis tomos, uma obra mais filosófica, Sobre as funções do cérebro e sobre as de cada uma das suas partes em que expõe a sua “organologia, ouexposição dos instintos, das inclinações, dos sentimentos e dos talentos, ou das qualidades morais e das faculdades intelectuais fundamentais do homem e dos animais e da sede dos seus órgãos”.
Gall inaugura uma forma nova de dissecar o cérebro, já não em secções horizontais, mas já de baixo para cima, fazendo assim sobressair as ligações do cérebro à medula-espinal. Com Gall, o cérebro surge como umobjecto organizado e já não como “uma massa bruta e sem meta”.
1.2.2. – As principais teses da frenologia
As principais teses da frenologia são cinco. Gall começa por afirmar que as “disposições das propriedades da alma e do espírito”, as faculdades morais e intelectuais, são “inatas”: opõe-se assim ao empirismo e ao sensualismo característicos da filosofia do século XVIII. Em seguida declaraque a “sua manifestação depende da organização”. Em terceiro lugar, identifica o cérebro como o órgão de tais faculdades morais e intelectuais: este é que é o “órgão da alma”. Em quarto lugar, explica que o cérebro não é um órgão unitário, mas, isso sim, plural. O cérebro é um “órgão feito de órgãos”, uma “estrutura de órgãos específicos” , “composto de tantos órgãos particulares quanto qualidadese faculdades fundamentais ou primitivas essencialmente diversas há”. O último ponto anotado por Gall é que os ossos do crânio têm impressa a forma exacta do cérebro e que, consequentemente, é possível detectar o desenvolvimento das diferentes partes do córtex cerebral apalpando os ossos do crânio.
1.2.3. – O quadro das faculdades
Em seguida, Gall, vai dedicar o essencial da sua actividade afazer uma lista das faculdades e a procurar a sua localização destas em “cabeças” frenológicas em gesso. De acordo com ele, o homem terá vinte e sete faculdades principais. Dez são comuns ao homem e aos animais inferiores. Tais faculdades estariam situadas atrás e na base do crânio: o instinto sexual, ou de propagação, o amor à progénie, a afeição e a amizade, o instinto de autodefesa e o amor...
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