Resumo

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  • Publicado : 26 de fevereiro de 2013
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Tema: resumo matéria 12º ano
Autor: CAM
Disciplina: Português


Fernando Pessoa Ortónimo

Vertente Modernista – abrange vários “-ismos” de vanguarda, em poemas de grande liberdade formal e desarticulação sintáctica; vocabulário raro.

Vertente Tradicional – poemas breves, rimados, de verso curto (2 a 7 sílabas; predomínio da métrica tradicional) e estrutura formal fixa (quadras ouquintilhas), com linguagem e sintaxe simples.



Sinceridade/ Fingimento Poético

Para Pessoa ortónimo, a poesia é um acto de fingimento. O poeta parte da realidade, mas distancia-se dela graças à dialéctica entre a razão (pensar) e sensibilidade (sentir), para elaborar intelectualmente a obra de arte. Assim, o poema apenas pode comunicar um sentimento fingido, pois a dor real (sentida)continua no sujeito que, por meio da escrita, tenta uma representação mental.
Deste modo, “Fingir é conhecer-se”






E a emoção do leitor? “Sinta quem lê.” O leitor não é capaz de sentir as emoções do poeta (nem a vivida nem a imaginada); a emoção que o poeta exprime artisticamente é um estímulo que provoca no leitor novos estados de alma.


O mundo real é apenas um reflexo de um mundoideal. Só o poeta pode contemplar essa coisa encoberta pelo “terraço” da vida, porque é capaz de libertar-se de um mundo que o prende e escrever usando só a imaginação em busca daquilo que é (saber existir) e seguro do que não é. A tarefa do poeta é essa viagem imaginária (logo, no pensamento), esse pressentir da essência das coisas. Só a arte permite aprender a sentir melhor, sabendo o que sesente e sentindo de forma mais intensa. O poeta é, afinal, um simulador que pretende, através da criação poética.



Ruptura e Continuidade

O Pessoa ortónimo escreveu poemas da lírica simples e tradicional, muitas vezes marcada pelo desencanto e melancolia; fez um aproveitamento cuidado de impressionismo e do simbolismo, abrindo caminho ao modernismo, onde põe em destaque o vago, a subtileza ea complexidade.



A Dor de Pensar

Fernando Pessoa sente-se condenado a ser lúcido, a ter de pensar. Gostava, muitas vezes, de ter a inconsciência das coisas ou de seres comuns que agem como uma pobre ceifeira. (“O que em mim sente ‘stá pensando.”).
O ortónimo é obcecado pelo pensamento. Contudo, o pensamento está na origem de ser incapaz de sentir intuitivamente, como quem descobre omundo sem preconceitos. Impedido de ser feliz, devido à lucidez, procura a realização do paradoxo de ter uma consciência inconsciente. Mas ao pensar sobre o pensamento, percebe o vazio que não permite conciliar a consciência e a inconsciência.



Nostalgia da Infância

Em Fernando Pessoa ortónimo, a infância é entendida como um tempo mítico do bem, da felicidade e da inconsciência. Nelapermanecem sempre vivos a família e os lugares, a segurança e o aconchego, entretanto perdidos pelo sujeito poético. A inconsciência de que todo esse bem é irrecuperável, fá-lo sentir-se obsessivamente nostálgico da infância, um tempo perdido que serve sobretudo para acentuar a negatividade do presente. O profundo desencanto e a angústia acompanham o sentido da brevidade da vida e da passagem dosdias. Ao mesmo tempo que gostava de ter a infância das crianças que brincam, sente a saudade de uma ternura que lhe passou ao lado.
Frequentemente, para Pessoa, o passado é um sonho inútil, pois nada se concretizou, antes se traduziu numa desilusão.



Fragmentação do “eu”

O sujeito poético assume-se como uma espécie de palco por onde desfilam diversas personagens, distintas econtraditórias. Incapaz de se manter dentro dos limites de si próprio, o sujeito poético procura observar o seu “eu”, ou seja, conhecer-se a si próprio, o que leva à fragmentação e à consciência de que é capaz de viver apenas o presente.
Questiona a sinceridade das emoções escritas nos seus textos, porque não sente hoje da mesma forma que sentiu no passado, pois as emoções, ao serem escritas e lidas, são...
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