Resumo

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Universidade Federal do Maranhão
Centro de Ciências Sociais - CCSO
Curso de Comunicação Social
Disciplina: Metodologias da Pesquisa em Comunicação
Profª. Drª. Jovelina Reis
Aluna: Anna Karolyne Rocha Cantanhede

Resumo
DEMO, Pedro. Metodologia científica em Ciências Sociais. 3ª. Ed. São Paulo: Atlas, 1995.
1.1 CRITÉRIOS DE CIENTIFICIDADE
Concebida como um conjunto organizado doconhecimento, a ciência nem sempre foi a explicação para grande parte dos fenômenos naturais e sociais que aconteciam. Antes, o homem respondia sempre aos questionamentos tendo por base a explicação de cunho sobrenatural, mística ou religiosa, ou até mesmo pela experiência adquirida, mas nunca pelo seu pensamento racional. Porém, a partir do Renascimento, aconteceu uma série de mudanças no campoartístico-intelectual, que culminou principalmente numa perspectiva mais antropocêntrica do conhecimento, baseada nos princípios racionalistas greco-romanos.
Assim, o conhecimento humano passou da categoria de simples misticismo, senso-comum e ideologia para Ciência. Entretanto, com o passar dos séculos, os estudiosos perceberam que o conhecimento científico não tinha como base apenas o pensamentoracionalista, mas também os próprios elementos dos quais a Ciência se distanciava no passado: o senso-comum e a ideologia.
De relance, sabe-se que estes dois elementos não se caracterizam como Ciência, mas que junto dela constroem o conhecimento humano. Sobre este aspecto, Pedro Demo destaca:
“É sempre mais fácil dizer o que não seria ciência. Simplificadamente, não são ciência a ideologia e osenso-comum. Mas não há limites rígidos entre tais conceitos, pelo que aparecem sempre mais ou menos misturados. A ciência está cercada de ideologia e senso-comum, não apenas como circunstâncias externas, mas como algo que já está dentro do próprio processo cientifico, que é incapaz de produzir conhecimento puro, historicamente não contextualizado.”(DEMO, 1995)
Então qual seria o limite entre o que érealmente ciência, senso-comum e ideologia? É extremamente tênue a linha que separa estes dois conceitos do conhecimento científico, embora não pareça.
De acordo com o autor, o critério de distinção do senso-comum é conhecimento acrítico, imediatista e crédulo. Na filosofia, o senso comum (ou conhecimento vulgar) é a primeira suposta compreensão do mundo resultante da herança fecunda de um gruposocial e das experiências atuais que continuam sendo efetuadas. O senso comum descreve as crenças e proposições que aparecem como normal, sem depender de uma investigação detalhada para alcançar verdades mais profundas, como as científicas.
Por exemplo, o homem simples ludovicense “sabe” que grande parte das notícias que passam no conglomerado Mirante sempre possui um forte vínculo político como clã Sarney, mas seu conhecimento é diferente daquele do jornalista, que é capaz de fazer uma análise do discurso jornalístico das matérias, fazer uma teoria, discutindo as causas e efeitos desta ligação. Ou como o agricultor cearense que possui seu método de previsão de chuva ligado a insinuações que considera indicativas, como o comportamento de certas formigas. Marcado pela falta de rigorlógico e de espírito crítico, não possui apenas o lado negativo, a começar pelo fato de que é o saber comum que organiza o cotidiano da sociedade.
Seu lado positivo seria o bom-senso. Entendido na argumentação como um conceito estritamente ligado às noções de sabedoria e de razoabilidade, define a capacidade média que uma pessoa possui, ou deveria possuir, de adequar regras e costumes a determinadasrealidades, e assim poder fazer bons julgamentos e escolhas. Para Aristóteles, o bom senso é "elemento central da conduta ética uma capacidade virtuosa de achar o meio termo e distinguir a ação correta, o que é em termos mais simples, nada mais que bom senso." Entretanto, Demo pondera que diante da ciência é considerado como postura deficiente, e, no extremo, a própria negação dela.
Já o...
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