Resumo o principe - maquiavel

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MAQUIAVEL, N. O Príncipe. Trad.: Pietro Nasseti. 2. ed. São Paulo: Martin Claret, 2007.
O presente trabalho tem por objetivo apresentar uma resenha sobre o livro O príncipe do autor italiano Nicolau Maquiavel. A obra supramencionada foi escrita em 1513 – em um período histórico em que o poder temporal estava diretamente legitimado pelo poder espiritual, ou seja, o poder da Igreja – entretanto,curiosamente, foi publicada apenas após a morte do escritor, em 1532.
O livro em questão foi escrito para presentear o Príncipe Lorenzo de Medici, pois Nicolau pretendia redimir-se perante seu governo, já que almejava um cargo político neste. Outro objetivo da publicação era criar um manual que ensinasse aos príncipes como governar seus principados, lhes dando orientações práticas de algumas açõespolíticas que o príncipe deve fazer, mostrando ocasiões com as quais poderão se deparar e em como proceder, sempre focando na conquista e na permanência no poder.
O príncipe foi organizado em vinte e seis capítulos dispostos da seguinte forma:
No Capítulo I, “De quantas espécies são os principados e de que modo se adquirem”, Maquiavel nos apresenta os tipos de principados, quais sejam ohereditário e o adquirido. O primeiro refere-se ao poder de sucessão, mantendo-o numa mesma família “[...] quando seu sangue senhorial é nobre há já longo tempo [...] (p.04)”. O segundo, por sua vez, quando o príncipe não faz parte da família real, mas assume o poder ou pela virtude ou pela fortuna, como citado no seguinte trecho: “Os novos podem ser totalmente novos, como foi Milão com Francisco Sforza,ou o são como membros acrescidos ao Estado hereditário do príncipe que os adquire, como é o reino de Nápoles em relação ao rei da Espanha. (p.04)”.
No Capítulo II, “Dos Principados Hereditários”, Maquiavel afirma ser esta a forma de poder mais difícil de conquistar, entretanto, mas fácil de manter o poder, pois o povo acostumou-se a ser dominado pelos seus governantes.
“Digo, pois, que para apreservação dos Estados hereditários e afeiçoados à linhagem de seu príncipe, as dificuldades são assaz menores que nos novos, pois é bastante não preterir os costumes dos antepassados e, depois, contemporizar com os acontecimentos fortuitos, de forma que, se tal príncipe for dotado de ordinária capacidade sempre se manterá no poder, a menos que uma extraordinária e excessiva força dele venha aprivá-lo; e, uma vez dele destituído, ainda que temível seja o usurpador, volta a conquistá-lo. (p.4-5)”.

No Capitulo III, “Dos Principados Mistos”, o autor elabora o caminho usado pelo soberano para conquistar o Estado. Dentre as ações que o príncipe deve tomar é acabar com a linhagem do principado anterior, não mudar drasticamente os costumes do povo conquistado, residindo no local eafastando-se dos poderosos, já que estes podem conspirar contra ele no futuro, como pontua Maquiavel nas seguintes passagens:
“[...] as suas variações resultam principalmente de uma natural dificuldade inerente a todos os principados novos: é que os homens, com satisfação, mudam de senhor pensando melhorar e esta crença faz com que lancem mão de armas contra o senhor atual, no que se enganam porque, pelaprópria experiência, percebem mais tarde ter piorado a situação. (p. 05)”.

“[...] o novo príncipe sempre precise ofender os novos súditos com seus soldados e com outras infinitas injúrias que se lançam sobre a recente conquista; dessa forma, tens como inimigos todos aqueles que ofendeste com a ocupação daquele principado e não podes manter como amigos os que te puseram ali, por não poderessatisfazê-los pela forma por que tinham imaginado [...] (p.06)”


No quarto capítulo, “Porque o reino de Dario, ocupado por Alexandre, não se rebelou contra seus sucessores apos a morte deste”, Maquiavel responde esta questão citando a forma de governar a França e a Turquia no mesmo período em que Carlos Magno conquistou a Ásia e apresentado duas formas de governar os principados:
“[...] os...
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