Resumo o jogo do contrário de jussara hoffman

O Jogo do Contrário em Avaliação
Jussara Hoffman
Prof.ª: Ana Paula Soares

Introdução
 A obra baseia-se nos estudos teórico-metodológicos

realizados junto ao grupo de educadores que participam
deste programa, bem como relatos de experiências a partir
de estudos de caso de alunos em situação de fracasso escolar.
 Fala-se em avaliação como processo de investigação, mas se
investigaquase nada.

 A pesquisadora propõe estudos de caso aos participantes do

programa em três tempos da avaliação mediadora:
a) Tempo de admiração dos alunos;
b) Tempo de reflexão sobre suas tarefas e manifestações de
aprendizagem;
c) Tempo de reconstrução das práticas avaliativas e / ou
invenção de estratégias pedagógicas para promover
melhores oportunidades de aprendizagem.

Tempo deadmiração
Conhecer para justificar o não-sido ou compreender para promover
oportunidades?

 Tempo de admiração: resgatando histórias de vida, a partir de

entrevistas com alunos, de conversas com os professores de
anos anteriores e familiares, da análise de tarefas e de leitura
de registros de avaliação.

 Admirar o aluno pressupõe:
 A atenção e a presença do educador – concentraçãoque

inclui a escuta de silêncios e ruídos na comunicação;
 A entrega ao outro – estar aberta a ouvi-lo;
 A escuta do aprendiz em sua própria história;
 O olhar estudioso, curioso, pesquisador.

 O olhar avaliativo deve ser compartilhado, complexo e

multidimensional. Caracteriza-se por interpretações de
diferentes intensidades, sobre as múltiplas dimensões do
aprender de cadaaluno, que realizam a partir de concepções
de educação, de sujeitos, de sociedade também diferentes.
 Agressividade, apatia, desinteresse, agitação, ausência e
muitas outras questões não explicam nem justificam
problemas de aprendizagem na escola. O inverso é mais
frequente.

 Pode-se dizer que a observação dos alunos no processo de avaliação

é como um processo de decifração, de mediaçãoe de realização.
a) De decifração: o professor não pode se limitar a observar
passivamente, mas interpretar, dá sentido àquilo que vê;
b) De Mediação: precisa multiplicar as direções de seu olhar,
interpretar por diferentes pontos de vista, buscar relações e
contrastes entre o que se observou e interpretou;
c) De realização: estabelecer interlocução com o aluno, mostrando a
ele o que viu,revelando seus sentidos, interagindo com ele e
provocando-o a tomar consciência de suas próprias
aprendizagens.
A proposta é ajudar ao aluno a realizar sua própria auto-avaliação.

Conselhos de classe: compreender para
encaminhar
 A autora reforça alguns princípios que considera

importantes:
 Conselho de Classe: espaço pedagógico de compartilhamento
de juízos avaliativos sobreaprendizagens e de troca de
experiências docentes nesse sentido.
 Conselho de classe delibera ações futuras e compartilhadas
sobre casos individuais e/ou de grupo. Seu propósito é uma
leitura interdisciplinar de aluno por aluno pelo coletivo de
professores em determinados momentos do processo.

 Para que isso aconteça é necessário a presença de um mediador.
 É saudável e necessário seguir oprincípio de deixar um tempo

maior a alguns alunos e/ou algumas turmas. Sugerem-se préconselhos – indicação prévia de alunos que estariam precisando de
uma maior atenção.
 Um princípio precisa ser lembrado todo o tempo: questões
atitudinais, fatores emocioanais, de saúde e familiares não
explicam todas as questões de aprendizagem.
 É preciso constituir arquivos, de forma de fazer erefazer
trajetórias percorridas pelo grupo, buscando estratégias que foram
positivas e reconstruindo novas e diferentes formas de atuar. É
necessário a constituição de um dossiê dos alunos pelos
professores.

Tempo de reflexão
Corrigir tarefas ou interpretar situações de aprendizagem?

 Ao refletir sobre as estratégias de aprendizagem é essencial

manter:
- Uma postura investigativa do...
tracking img