Resumo - o deus dos oprimidos

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  • Publicado : 27 de junho de 2012
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- Resumo –
O DEUS DOS OPRIMIDOS

O autor começa o livro descrevendo a sua difícil infância, e o grande preconceito e agressões sofridas pelo povo negro, situado em sua cidade natal. Ele destaca também que apesar de sofrer muito, viu na Igreja Negra uma escola da vida, onde ele aprendia a dar significado para aquela sociedade sem o seu controle. Podemos ver também uma divisão e preconceito quechegava até as igrejas, os negros possuíam uma igreja enquanto os brancos frequentavam também a sua. O texto revela a dificuldade que o autor, negro tinha em enxergar o evangelho de Jesus na vida dos cristãos brancos, se perguntava como pode uma pessoa que se diz seguidora de Cristo bater e querer escravizar outra por causa de uma divergência racial.
Ele deixa claro também, a sua dificuldade emdialogar e seguir uma teologia feita por brancos, ou seja, uma teologia que vive uma cultura e realidade diferentes da sua e do seu povo. Apesar de ter sido um esmero estudante, e ter aproveitado ao máximo os livros e conhecimentos de teólogos, filósofos entre outros. Ele deixa claro o quanto este conhecimento foi um tanto insignificante, ao voltar para casa e confrontar a realidade e necessidadesdo povo negro.
Ele respeita a história da teologia branca e seus lideres e pensadores, mas ressalta a importância de se ver o pensamento do negro com respeito a Deus. Mostrar a diferença de pensamentos de povos e culturas a cerca do nosso Deus. Seguindo o seu pensamento, para fazermos uma teologia negra, precisamos primeiro entender o problema e o inicio da barreira racial. Pois a teologia estaintimamente relacionada a existência humana. Para existir uma teologia negra, é preciso tomar como ponto de partida a experiência negra, a sua cultura e história como ponto de partida, ou seja, é necessária haver uma reflexão sobre o significa de ser negro.
“A Teologia Negra é uma teologia do povo negro e para ele, um exame de suas estórias, contos e ditos. É uma investigação da mente feita nasmatérias-primas de nossa peregrinação, contando a estória de “como nós vencemos””. (p.27)

O texto deixa visível uma enorme contrariedade de pensamentos entre brancos e negros, a respeito do pensamento sobre Deus. É destacado inúmeras rixas raciais, até dentro das igrejas, não se respeitando muito menos o momento de oração. Mas o mais interessante abordado, para a melhor compreensão do livro, éque enquanto o branco possui um discurso um tanto quanto religioso, não conseguimos enxergar fragmentos religiosos no discurso do negro a respeito do seu pensamento a cerca de Deus. A sua preocupação e fala é de que, ele sentiu a sua presença inexplicável, e Deus o ajudou nos momentos em que ele mais precisava.
É destacada a aproximação dos negros, com o que consideramos mundo secular, desdegestos corporais a musicas como o blues dos escravos, onde expressavam em cada nota e letra, as suas fraquezas e dores. E como essa cultura e modo de se expressar foram incorporados ao sei meio eclesiástico, colocando a sua experiência de vida, tanto nas dores, sofrimento e vitórias, como sendo a sua principal fonte de inspiração para adorar a Deus.
Não tem como negar a pessoa de Jesus Cristo,como principal assunto e visto como a fundamental esperança pelos seus ancestrais. Conforme as suas próprias palavras:
“Jesus Cristo é o assunto da Teologia Negra, porque ele é o conteúdo das esperanças e sonhos do povo negro. Ele foi escolhido por nossos avós, que viam em sua presença libertadora que ele os tinha escolhido e assim se tornou o fundamento de sua luta pela liberdade. Ele era averdade deles, capacitando-os, a saber, que as definições feitas pelos brancos acerca da humanidade negra eram mentiras. Quando o caminho deformado e sem sentido, eles falaram com Jesus sobre eles. Jesus ergueu as cargas deles e aliviou-lhes a dor, depositando, com isso, neles uma visão de liberdade que transcendia as limitações históricas”. (p 43)

A teologia para James H. Cone, nunca terá uma...
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