Resumo - a síndrome da rainha vermelha

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  • Publicado: 18 de agosto de 2012
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A Síndrome da rainha vermelha



Capítulo I – Para uma crítica ao modelo reativo de policiamento

O autor questiona o modelo reativo de polícia, mostram os pontos frágeis do atendimento à ocorrência após o crime efetivado (se tiver condições da vítima ou testemunha avisarem), os policiais que podem complicar um atendimento ao pensar que o certo é ser duro, repressivo, quandopoderiam amenizar o problema usando um bom diálogo e o bom senso, e põe em duvida o trabalho preventivo/ostensivo, que ao aumentar o número de policiais em lugares aleatórios, apenas fazem com que os criminosos mudem suas ações para outro local.
O autor conta a história do surgimento das polícias, onde nasce a arbitrariedade e a violência, as fontes dos policiais corruptos e algunsmotivos que os levariam a se corromperem, lembrando, no entanto que não são todos e que estes atos mancham a imagem da instituição, assim como o preconceito dos policiais e formas de agir, geram o “medo de polícia” e em algumas classes sociais que se sentem vítimas destas atitudes.
São citadas várias pesquisas sobre a criminalidade que trazem informações importantes como o grandenúmero de delitos que não são comunicados à polícia e apontam as causas possíveis destes atos da população; a pequena proporção de casos atendidos com a iniciativa dos policiais em patrulhamento; e o aumento do índice de criminalidade durante a ausência da polícia, como ocorreu em Belo Horizonte, no período da greve em 1997.
É feita uma analogia ao conto infantil “Alice no país dasmaravilhas” onde ela correu junto à rainha que grita que corra mais rápido, mas depois que ela se cansa vê que permanece no mesmo lugar. Ao questionar a rainha ela diz que precisam correr não para ir mais longe, correm para não ficar para trás. Identifica-se a “Síndrome da rainha vermelha” no meio da segurança pública, onde agem com métodos ineficazes como compras de viaturas e sua má utilização e oaumento de penas para crimes que cada vez menos se tem condenados por eles e, em contra partida, aumentam na mesma proporção da reação da segurança pública que automaticamente anula as suas ações e o autor afirma que:” A certeza de ser punido surtiria mais efeito do que a longa pena que não será aplicada”.
A partir daí é citado o ciclo de crimes que não se extinguem, como o tráficode drogas que sempre fica alguém para assumir a posição do responsável preso e fala se também do preconceito contra os que já cumpriram pena e que na maioria das vezes não se restabelecem profissionalmente afetando inclusive seus familiares.
Aponta o grande erro dos novos dirigentes que não mudam as estratégias, trazem apenas mais firmeza aos mesmos projetos. Então são repassadasvárias informações de possíveis soluções, para “aqueles que sabem o que não funciona, mas não sabem o que funciona”. Notando que a polícia vem tentando desvencilhar-se do passado e sugere que o tema “Segurança Pública” deve ter uma linguagem simples para que os policiais entendam, e que é necessário mais conhecimento científico com bases fortes, agilidade no atendimento, adoção de trabalhos com basena solução da criminalidade através do geoprocessamento, doutrinas democráticas para lideranças policiais, mudanças nos espaços físicos e conceitos das delegacias, melhorar o recrutamento, mais investimentos na formação policial, unificação de todo o sistema de segurança para compartilhar informações a respeito dos crimes e criminosos, aproximar-se da população através da polícia comunitária semfoco não funciona, focar nos problemas da comunidade, fazer parcerias com as entidades civis e militares, identificar os “recrutadores de criminosos” e agir pro ativamente, retomada do policiamento à pé para aproximar das comunidades, agir taticamente com análise em perfil apontado como os crimes que ocorrem, onde ocorrem, quando ocorrem ( dia da semana,horários), tipos de vítimas,etc....
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