Resumo: a boa vida

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TIPO | SUJEITO | REL. C/ A NATUREZA | REL. C/ A CIDADE | CULT. MATERIAL | REL. SUJEITO- CASA |
A casa de Zaratustra | o super-homem nietzcheano (alguém que funda sua posição no mundo cotidianamente, construindo sua liberdade (da sujeição à tradição judaico-cristã -a moral do escravo- e ao pensamento metafísico - a verdade a-histórica) sozinho, mas não solteiro, nem casto, nemanti-social | tempo cíclico, em que se coloca a possibilidade da instauração de um presente intensificado, super-humano (x as tiranias do futuro – divino- e da herança - familiar) objeto de contemplação reflexão (as estações) | casa na cidade (mas do público preservada) a cidade é o lugar do imprevisível e do mundano, da experiência para onde se vai a partir da casa e de onde se volta para casa (comofundar-se como sujeito se não há história?) | seleção do que será tradicional (e não mera reprodução do passado) e combinação disso ao que é (seletivamente) novo os objetos na casa e a casa são obras-de-arte (como a vida) os objetos são poucos (é o homem que é necessário, e é a partir dele que os objetos tornam-se necessários) | o sujeito constrói-se pelo projeto/pela casa a arquitetura comométodo e prática de libertação do homem equivalência entre o arquiteto e o cliente (neste caso, um cliente abstrato) privacidade |
A casa existencialista | o pater familias (a ponte: o que herda- do passado-, o que domina- o presente, o que transmite – ao futuro) o autoritário pai de uma família hierárquica | a natureza é autêntica e é matéria do tempo tempo existencial, subjetivo, fundado pelamemória (a tempestade) | a cidade é inautêntica, e, por isso, agressiva, mundana, aniquiladora da tradição (pela experiência não controlada) a casa nega a cidade/ o privado, o público | tudo o que é familiar e para o que é familiar/tudo o que é natural-local, transformado pela mão do homem (perpetuadora da tradição) a memória substitui o progresso; a linhagem, a escolha; o tempo,o espaço | osujeito que habita a casa é que lhe dá existência a casa é o abrigo protetor do sujeito (habitar= cuidar |

TIPO | SUJEITO | REL. C/ NATUREZA | REL. C/ A CIDADE | CULT. MATERIAL | REL. SUJEITO- CASA |
A casa positivista | sujeito-tipo/ família-tipo (redução do homem a uma abstração, a um dado estatístico, inserido na engrenagem maquínica da sociedade) | tempo amnésico e dissecado darotina o passado está atrás do futuro/ o progresso é linear ( o passado é doloroso, o futuro é redentor) o “verde” ou a abstração da natureza a saúde | a casa-tipo mimetiza-se na cidade-tipo, como o sujeito na sociedade a dissecação das funções resulta na ordem (vigiada) o que é privado é exposto/ o que é doméstico é anulado/ o que é íntimo é castigado | a res extensa ou o m² o progresso materialé um destino o funcional/ o higiênico/ o industrial o “branco” a dissecação dos gestos (o conforto maquínico) | o arquiteto é quem dirige as pautas da conduta privada (e pública) o usuário é incapaz de reconstruir a experiência do espaço (seus procedimentos não podem ser individualizados)/ tudo é prescrito (e previsível) |
A casa fenomenológica | sujeito livre e criativo, em diálogopermanente com as convenções (como o menino, “presenteado ao mundo”) sujeito perceptivo/ corpo sensível ( e sensorial) que se vincula ao mundo e às coisas do munso pela experiência ( da descoberta, da invenção) dissolução da hierarquia familiar (somos todos meninos quando em férias) | tempo não-linear ou suspenso, correspondente à ativação da lembrança, do sonho, da percepção o passado é a chave para aexperiência (o segredo); o presente é a descoberta o ócio/ as férias relação ativa (cri-ativa) com a natureza o estio | a casa entreabre-se à cidade (que reproduz, noutra escala, o espaço fenomenológico) “soma densa de peças que a experiência e o tempo vieram destilando” não a cidade pequena, mas a fragmentária, cenográfica e complexa metrópole | sujeito e objeto constituem-se mutuamente...
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