Resumo viollet le duc - teoria do restauro

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Universidade Paulista – UNIP
Disciplina: TECN. RETROSPECTIVAS (TEOR. REST.)













Teoria de Restauro
Viollet le Duc






















São Paulo, 31 de Agosto de 2012
Eugène Emmanuel Viollet le Duc (1814 - 1879)


Restaurador de monumentosfrancês nascido em Paris, arquiteto ligado ao revivalismo arquitetônico do século XIX e um dos primeiros teóricos da preservação do patrimônio histórico, Eugène Emmanuel Viollet le Duc foi um dos responsáveis pelo reconhecimento do gótico como uma das mais importantes etapas da história da arte ocidental.
Nascido em uma família burguesa que cultivava as artes e a cultura, iniciou seus estudos emuma época dos grandes debates sobre as artes e arquitetura, da sistematização da formação do arquiteto e da multiplicação de revistas especializadas. Estudou arquitetura na Escola de Belas Artes de Paris; desenvolvendo grande interesse pela arquitetura medieval e arquitetura clássica. Influenciado pela obra do arquiteto Henri Labrouste, em 1837, inicia seus trabalhos na comissão encarregada dapreservação dos monumentos históricos.
Logo, foi indicado pelo Ministro do Interior , por recomendação do secretário do Conselho de Construção Civil da Comissão de Monumentos, para restaurar a Igreja de Vézelay, o que foi uma surpresa geral, já que Le-Duc não possuía experiência nesse campo e era uma obra bastante complexa. Graças a seus projetos bem sucedidos, foi reconhecido por sua atuação nocampo da restauração, demonstrando grande conhecimento em arquitetura e construção, especialmente a gótica, sua preferida.
Viveu na França em uma época em que a restauração se firmava como ciência, principalmente por causa dos eventos econômicos, políticos e sociais que vinham ocorrendo por toda Europa influenciados pelo Iluminismo, pela Revolução Industrial e Revolução Francesa. Ganhou famacom a restauração de monumentos como a Sainte-Chapelle e a catedral de Notre-Dame, em Paris. Nos seus últimos anos em Lausanne, Suíça, sua tentativa de inovação, não se limitando à restauração das formas originais dos monumentos, não foi bem recebida por arquitetos e arqueólogos do século XX, sendo até considerado um precursor teórico da arquitetura moderna.
Em sua obra DictionnaireRaisonné de l’Architecture Française du XIe au XVIe Siécle
(1854-1868 apud VIOLLET-LE-DUC, 2000, p. 29), definiu o significado do verbete “restauração”, que até então não existia: “(...) A palavra e o assunto são modernos. Restaurar um edifício não é mantê-lo, repará-lo ou refazê-lo, é restabelecê-lo em um estado completo que pode não ter existido nunca em um dado momento.”
 Deixando claro quepara ele, restauração não se contenta em fazer uma reconstituição hipotética e busca a pureza do estilo, mas sim fazer reconstituição daquilo que teria sido feito, uma reformulação ideal do projeto; defendendo a restauração estilística, pela qual o profissional deveria refazer a edificação procurando a perfeição formal, respeitando as características estilísticas e desconsiderando os aspectoshistóricos. A busca pela perfeição permitia que as partes desaparecidas fossem reconstruídas a partir daquelas existentes.
A partir dai foi se levantado questões importantes para a restauração como a documentação, a substituição de materiais e a recuperação estrutural de edifícios que deveriam retornar ao estado novo, sem sofrer alterações em suas proporções, por meio da substituição dos materiaispor outros de maior qualidade, segundo ele: “Nas restaurações, há uma condição dominante que se deve ter sempre em mente. É a de substituir toda parte retirada somente por materiais melhores e por meios mais eficazes e perfeitos.”
De certa forma, suas teorias foram visionárias, embora restritas diante das possibilidades da época. Apesar da lógica e coesão de suas idéias, o caráter...
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