Resumo urupes

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Monteiro Lobato
Urupês
UFPR 2012

Prof Helder Bello

Autor e Obra
• Primeiro livro de Monteiro Lobato;
• Urupês 
modernistas;

1918, antecipação de tendências

• Aborda o Brasil não-oficial do sertão nordestino, dos
caboclos interioranos, dos subúrbios (grandes
temáticas do Pré-Modernismo).

Divisão cronológica da obra
1. Os faroleiros
2. O engraçado
arrependido
3. Acolcha de retalhos
4. A vingança da peroba
5. Um suplício moderno
6. Meu conto de
Maupassant
7. "Pollice Verso”

8. Bucólica
9. O mata-pau
10. Bocatorta
11. O comprador de
fazendas
12. O estigma
13. Velha Praga
14. Urupês

Definição da “realidade” brasileira
• A Realidade Brasileira...
– Utilizando uma linguagem simples, expressa as tensões sociais,
políticas e econômicas daquelaépoca.

• Lutou através da imprensa e pessoalmente, pelo saneamento,
pela exploração do petróleo e o ferro, pela educação e saúde
do país.
• Aproxima-se das idéias do Partido Comunista Brasileiro.
• Controvertido, ativo e participante,
• defende a modernização do Brasil nos moldes capitalistas.
• Faz uma crítica fecunda ao Brasil rural e pouco desenvolvido,
– como no Jeca Tatu (estereótipodo caboclo abandonado pelas
autoridades governamentais) do livro Urupês.

Personificação do regional
• Publicação dos artigos Urupês e Velha Praga
 1914, Estado de S. Paulo
• Críticas às práticas tradicionais da população
do interior paulista;
• Atribuição ao caipira como um dos culpados
pelo atraso nacional e um empecilho para a
modernização do país.

Constatação da “realidade”regional
• Caipira
entendido
como
despreparado,
preguiçoso, atrasado, inadaptável à civilização,
descompromissado com o trabalho e em eterna
busca por comodidades;
• Críticas à imagem negativa que Lobato construíra
do caipira e que ganhara projeção de
identificação nacional;
• Contra-argumentação lobatiana: “o Jeca não é
assim, ele está assim”.

Intertextualidades e
redimensionamentos• Críticas de Lobato
ganham notoriedade
e
expõe
a
precariedade
das
condições de então.
• Tais
ideias
são
retomadas em outras
formas de expressão
artística:
música,
pintura, cinema...

Percepções e leituras
• Linguagem simples; acessível;
• Estrutura anedótica; causos (que visam a crítica
social);
• Espaço rural, interiorano (geralmente, Itaoca –
SP);
• Influênciasexpressionistas  presença do
grotesco, da estranheza, dos finais trágicos, do
impacto no leitor.

Os Faroleiros
• Imagens do grotesco, da tragédia que se
anuncia (albatrozes, farol, traição);
• Ortônimos das personagens (Cabrea
Girabita)  tendências regionais;

e

• Crítica comportamental  tragédia ocorre
pela falta de lealdade do caipira.

Dois homens conversam sobre faróis, e umdeles conta sobre a tragédia do Farol dos
Albatrozes, onde passou um tempo com um dos
personagens da trama: Gerebita. Gerebita tinha
um companheiro, chamado Cabrea, que ele
alegava ser louco. Numa noite, travou-se uma
briga entre Gerebita e Cabrea, vindo este a
morrer. Seu corpo foi jogado ao mar e engolido
pelas ondas. Gerebita alegava ter sido atacado
pelos desvarios de Cabrea, agindo emlegítima
pessoa. Eduardo, o narrador, descobre mais tarde
que o motivo de tal tragédia era uma mulher
chamada Maria Rita, que Cabrea roubara de
Gerebita.

O engraçado arrependido
• Presença de elementos expressionsitas
(influência das vanguardas europeias);

• Utilização de elementos do grotesco (então
em voga por meio das vanguardas);
• Preocupação em externar estranheza,
desconforto tendência moderna;
• Metáfora da indolência e inaptidão do caipira.

Um sujeito chamado Pontes, com fama de ser
uma grande comediante e sarrista, resolve se tornar
um homem sério. As pessoas, pensando se tratar de
mais uma piada do rapaz, negavam-lhe emprego.
Pontes recorre a um primo de influência no governo,
que lhe promete o posto da coletoria federal, já que
o titular, major...
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