Resumo uma teoria baseada na história

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UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA “JÚLIO DE MESQUITA FILHO” FACULDADE DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS
DISCENTE: Andrey Ide RA: 4201512
DOCENTE: Prof. Dr. Héctor Luis Saint-Pierre
DISCIPLINA: Introdução às Relações Internacionais
CURSO: Relações Internacionais – 1º ano (Noturno)

Resumo: DUROSELLE, Jean-Baptiste. Introdução: Uma teoria baseada na história IN: Todo império perecerá: teoriadas relações internacionais. Brasília: Ed Universidade de Brasília, 2000. Páginas 17 – 40.
Diferentemente das ciências naturais o estudo das teorias das relações internacionais requer mais do que simples análises comprobatórias, leis, descrições, metodologias estatísticas e postulados. Como em todas as ciências sociais, o estudo das R.I requer a interpretação, a crítica, a compreensão de seu campode estudo.
A história, como matéria dos estudos das relações internacionais em contraposição as ciências naturais – baseadas no estudo fenomenológico –, é feita por uma sequência de acontecimentos. A diferença básica é a datação dos acontecimentos. Como exemplo: a demolição de um muro é apenas um fenômeno, já a derrubada do Muro de Berlim em 9/11/1989 é um acontecimento.
O desenvolvimento daciência facilitou a percepção humana de sua história. A evolução tecnológica da rede mundial de computadores hoje proporciona grandes possibilidades de armazenamento do conhecimento, produção cultural e vídeos, fotos de acontecimentos mundialmente importantes. Da mesma forma que fornece novas ferramentas de pesquisa, de percepção do espaço terrestre, marítimo e aeroespacial. Tudo isso de formaprecisa. Essas facilidades habilitam um bom historiador de datar com eficiente a pura história, diferente de alguns que o fazem com subjetividade.
São por esses meios que a Antropologia e a História trabalham juntas no estudo das atividades humanas e de suas ações, que de imediato se transformaram em acontecimentos.
Existem escritores, como Johan Galtung, anuladores do fator histórico nasRelações Internacionais, sendo substituído por exemplos abstratos. Simplificando, seria como se os atores e estudiosos dos campos da R.I criassem teorias baseando-se em situações hipotéticas, criando modelos e regras com o auxílio da imaginação, dispensando acontecimentos históricos, os quais poderiam ser convertidos e aplicados em sua contemporaneidade. Esses “especialistas” se apossam de resumos, empreterição aos originais de grandes pensadores políticos, entre eles: Hobbes, Locke, Rousseau e Marx. (Páginas 17-24).
Um óbice apaixonante para historiadores de R.I é o dilema entre as forças do seu objeto de estudo, divididas em quantitativas e qualitativas. Já os seguidores de carreira diplomática, em COMEX, ONGs, análises internacionais, consultoria internacional, entre outros têm uma ampla gamade material quantitativo para análise e estudos. Já o historiador não. Ainda assim o fluxo de guerras globais, regimes políticos, unidades de grandeza como o fluxo comercial podem ser mensurados. Mesmo as forças qualitativas como natalidade, mortalidade, nível de alfabetização podem ser recenseadas e posteriormente analisadas suas causas e fatores influentes para a disparidade entre um Estado eoutro. Em casos estatísticos como opinião pública sobre tal assunto existe a quantificação, mas sempre incerta. Da mesma maneira que uma pesquisa de opinião sobre a popularidade da presidente em 2012. Sempre há uma margem de erro de tantos pontos percentuais. E não são somente essas regras que o historiador encontrará ao longo de seus estudos. Atos qualitativos puros como o domínio do poderestadunidense por sua força bélica e econômica e as noções de perversidade humana são muito subjetivos. (Páginas 24-27).
Voltando à exatidão das ciências humanas temos que nenhuma dessas pode ser tão objetiva como prega o positivismo de Durkheim. Por exemplo: a política econômica do governo de Fernando Henrique Cardoso no prisma da elite dominante diverge daquela vista por classes mais populares....
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