Resumo: sociedade 20 por 80

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  • Publicado : 20 de abril de 2013
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A sociedade 20 por 80
O Fairmont é um alojamento de luxo e um símbolo de prazer de viver. Quem pode hospedar-se nele venceu a vida. Por ali passaram várias pessoas importantes da época.
Nesse ambiente carregado de história, reuniram-se cientistas, líderes e pessoas renomadas para definir e apontar os caminhos para o século XXI “rumo a uma nova civilização”.
Durante três dias, reuniram-se emgrupos de trabalho os grandes nomes do século, sendo que, a mídia não teve acesso ao local.
John Gage iniciou a rodada de debates sobre “Tecnologias e Trabalho na Economia Global”. Segundo ele: “Empregamos nosso pessoal por computador, eles trabalham no computador e também são demitidos por computador.”.
Os pragmáticos reunidos resumem o futuro em um par de números e um neologismo: “20 por80”.Vinte por cento da população estaria apta e competente para ingressar no campo de trabalho do século XXI. Os demais 80% ficariam a deriva, ou seja, desempregados.
Em seguida, o grupo que trata do tema “O futuro do trabalho” foca nos trabalhadores em que não terão emprego algum. No auditório de Fairmont, esboça-se então uma nova ordem social: países ricos de classe média digna de nota – eninguém contesta. Ao contrário,corre solta a expressão “ titlytainment” (tit- seios, tetas lytainment= diversão, entretenimento).
Foi então determinado que o padrão mundial do futuro seria a fórmula 20 por 80, onde 20% da população trabalha com qualificação e 80% sobrevive com o que conseguir.
Herbert Henzler interfere indo mais além “A indústria seguirá a trilha da agricultura”. A produção demercadorias futuramente só proporcionará ganha-pão para escassa porcentagem da população ativa.
As explicações de economistas e políticos para tamanho declínio culminam sempre em uma palavra: globalização.
O presidente da República Federal da Alemanha apoia tais declarações com discursos diretos ao povo, onde a mudança será inevitável e cada um terá de fazer sacrifícios para sobreviver. Neste ponto,surge um grande equivoco, onde se defende a redução salarial em caso de doença ou a suspenção das leis que protegem o trabalhador da demissão. Apesar de a produtividade crescer, os trabalhadores não têm participação alguma nos lucros.
Os alemães e os austríacos trabalhariam pouco, receberiam altas remunerações, gozariam de férias exageradas, faltariam muito ao serviço por doença. “O Estado dobem-estar social teria se tornado “uma ameaça futura”, e “uma maior disparidade social é inevitável”.
A mudança será “inevitável”. Cada um de nós terá de fazer sacrifícios.
Os reformadores da era da globalização põem em marcha algo mais do que o mero gerenciamento de uma crise. Eles querem rescindir o pacto que mantinha a disparidade social em limites suportáveis, mediante redistribuição derenda de cima para baixo. O modelo europeu teria se tornado exageradamente caro.
Sindicatos e associações previdenciárias levaram sua voz indignada em todo o país. Com greves generalizadas, os grupos empresariais alemães praticamente não criam novos empregos no Exterior, comprar empreendimentos locais, para depois reduzir o quadro de pessoal e atender aos mercados regionais. Reduzir gastos públicos,diminuir salários e cortar despesas com assistência social; o protesto terminou em resignação.
O internacionalismo, inicialmente uma invenção de lideres socialdemocratas dos setores trabalhistas contra os fomentadores de conflitos capitalistas, trocou de lado.
Nesse movimento global de pressões, a nova Internacional do Capital afeta Estados inteiros e corrói sua ordem social vigente.
No mundotodo, cai drasticamente a porcentagem que capitalistas e detentores de patrimônio concedem ao financiamento das metas sociais dos governos.
Enquanto as cotações nas bolsas e os lucros dos conglomerados sobem à razão de dois dígitos, os salários descem. Simultaneamente aumenta o desemprego, em paralelo com os déficits dos orçamentos públicos.
Karl Marx tão bem definiu: “A tendência geral da...
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