Resumo questão judaica

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  • Publicado : 5 de junho de 2012
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A QUESTÃO JUDAICA







Karl Marx começa seu texto apresentando uma preocupação com a emancipação civil e política dos judeus alemães. Aponta em suas primeiras palavras que “Vós, judeus, sois egoístas se para vós, como judeus, pedirdes uma emancipação especial. Como alemães, deveríeis trabalhar pela emancipação política da Alemanha e, como homens, pela emancipação da humanidade.Deveríeis sentir o tipo particular da vossa opressão e do vosso opróbrio, não como excepção à regra, mas como confirmação da regra.” (pág 3).
Marx aponta que os judeus estão sendo visivelmente oprimidos pelo estado cristão reconhecido, e que “Se reconhecem o Estado cristão como legalmente estabelecido, reconhecem também o regime de geral escravidão. Porque seria, então, penosa a opressão particular, seaceitam a opressão geral? Por que razão deve o alemão estar interessado na libertação do judeu, se o judeu não se interessa pela libertação do alemão?” (pág 3)
“O Estado cristão, pela sua própria natureza, é incapaz de emancipar o judeu. Mas o judeu – acrescenta Bauer –, pela sua natureza, não pode ser emancipado. Enquanto o Estado permanecer cristão e o judeu continuar a ser judeu, são igualmenteincapazes aquele de conferir, e este de receber a emancipação.” (pág 4)
“A que título, pois, desejais vós, judeus, a emancipação? Por causa da vossa religião? Mas ela é o inimigo mortal da religião de Estado. Como cidadãos? Mas, na Alemanha, não há cidadãos. Como homens? Mas vós não sois homens, como também não aqueles a quem recorreis.” (pág 4)
“De que modo resolve Bauer a questão judaica? Qualo resultado? A formulação de uma questão é a sua resolução. A crítica da questão judaica é a resposta à questão judaica. Ei-la em breves palavras: temos de emancipar-nos a nós próprios, antes de podermos emancipar os outros.” (Pág 5)
“Mas, na acepção de Bauer, a questão judaica tem um significado geral, independente das condições especificamente alemãs. É o problema da relação entre religião eEstado, da contradição entre preconceito religioso e emancipação política. A emancipação da religião põe-se como condição, quer ao judeu que aspira à emancipação política, quer ao Estado que o deveria emancipar e emancipar-se a si próprio.” (pág 5)
“Bauer, por um lado, deseja que o judeu renuncie ao judaísmo e que o homem em geral abandone a religião, a fim de se emancipar como cidadão. Por outro,pensa – e com necessidade lógica – que a abolição política da religião constitui a abolição de toda a religião. O Estado que pressupõe a religião não é ainda um Estado verdadeiro ou real. Sem dúvida, a ideia religiosa proporciona ao Estado algumas garantias. Mas a que Estado? A que espécie de Estado? “ (pág 7)
Salienta-se aqui a formulação unilateral da questão judaica. (pág 7)
Marx salienta afrente de seu texto, um dos principais erros de Bauer, foi pressupor que o estado cristão era o único verdadeiro e que não tinha que se submeter a mesma critica que o judaísmo. Bauer ainda se engana, segundo Marx, no fato de só submeter a crítica o Estado cristão, e não o Estado como tal, além de não examinar a relação entre emancipação política e emancipação humana, portanto, de pôr condições quesó se explicam pela confusão acrítica da emancipação política c da emancipação humana universal.
A questão judaica recebe uma formulação diferente conforme o Estado em que o judeu se encontra. Na Alemanha, onde não existe nenhum Estado político, nenhum Estado como tal, a questão judaica é puramente teológica. Na França, no Estado constitucional, a questão judaica é uma questão deconstitucionalismo, de insuficiência de emancipação política. Porque aqui se mantém a aparência de uma religião de Estado, embora só numa insignificante e contraditória fórmula, na fórmula de uma religião da maioria, a relação dos judeus ao Estado retém igualmente a aparência de uma oposição religiosa, teológica. Só nos Estados livres da América do Norte – pelo menos em alguns deles – é que a questão judaica...
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