Resumo primeira parte do resumo do livro história da política exterior do brasil

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 35 (8673 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 21 de maio de 2011
Ler documento completo
Amostra do texto
Resumo
CERVO, Amado Luiz & BUENO, Clodoaldo. História da Política Exterior do Brasil.

Parte I – A Conquista e o Exercício da Soberania (1822-1889) – Amado Luiz Cervo

A Política Externa à Época da Independência (p 17)

Um novo ator em um mundo dinâmico

Inicialmente, o autor orienta sua análise histórica em duas direções:
i. identificar, no sistema internacional vigente, oscondicionamentos da política externa brasileira (PEB) à época da independência;
ii. definir o perfil do no Estado, como novo componente.
Quatro variáveis condicionavam o processo de elaboração e execução da PEB nesse período inicial:
a) o jogo de forças no sistema internacional no início do século XIX e os objetivos dos Estados dominantes;
b) a inserção do continente americano nesse sistema;c) a herança colonial brasileira (socioeconômica e jurídico-política);
d) o precoce enquadramento luso-brasileiro no sistema internacional vigente, por meio da “aliança inglesa”.

a) O Congresso de Viena de 1815 significou o declínio da influência da Revolução Francesa sobre o sistema internacional e a emergência das forças econômicas que iriam configurá-lo no século XIX (adequação aosinteresses do capitalismo industrial). A explicação fundamental do sistema internacional do século XIX é o papel da sociedade internacional européia – feita de valores, princípios, interesses, normas jurídicas e padrões de conduta –, enquanto um sistema de hegemonia coletiva, na expansão dos interesses europeus sobre a periferia do mundo.
O autor passa por cada um dos principais atores europeus:Rússia e Grã-Bretanha representavam, em 1815, respectivamente, o sistema arcaico e o moderno das relações internacionais (absolutismo e parlamentarismo). Países secundários: Império Austríaco – controle das forças para manutenção da ordem; França – Restauração, prestígio a reconquistar; Prússia – limitações de política externa. Coalizões opostas: Santa Aliança e Quádrupla Aliança. A Inglaterratriunfava onde as pretensões da Santa Aliança não tinham chance de se concretizar: no Mediterrâneo e na América Latina.
O Concerto Europeu, como sistema de hegemonia coletiva, “se guia pelo princípio da composição entre as nações para evitar o confronto armado nas relações intereuropéias e pelo princípio do entendimento para expandir interesses europeus nas relações internacionais”.

b) No períodotransitório referido, a política externa dos novos Estados poderia servir de instrumento de modificação das condições de vida material dos povos pela via das transformações estruturais. Contudo, as ações dos governos divergiam, tendo os EUA preservado seus interesses socioeconômicos e políticos e o Brasil cedido à mesma forma de pressão externa, criando as condições de dominação que se perpetuaram.Cervo pondera a tese da cooptação do Estado pelos grupos capitalistas externos e pelas classes fundiárias internas argumentando que havia no Brasil, como nos EUA, um incipiente setor de modernização a ser protegido, o que só ocorreu nos EUA. O autor é enfático no papel das decisões de Estado no destino dos povos.

d) A hegemonia inglesa sobre Portugal (com efeitos na corte do RJ) refletiu-se naPEB à época da independência através de um modelo de inserção dependente no sistema internacional.

Pressões externas e metas nacionais

PEB no período pós-independência define-se em função: 1) da herança colonial; 2) do Estado bragantino com seus valores, conexões e desígnios; 3) do sistema internacional resultante da Revolução Industrial; 4) do peso das forças na Santa Aliança; 5) dosvínculos ingleses vindos da metrópole; 6) da transformação do continente americano em área de competição internacional; 7) da experiência internacional acumulada na corte do Rio de Janeiro; e 8) a importância atribuída às questões externas na organização do Estado nacional.
Constituição de 1824: reserva ao Legislativo parcela restrita de responsabilidade nas relações internacionais do Estado, daí o...
tracking img