Resumo parametros curriculares nacionais

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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA-UDESC
CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS DA EDUCAÇÃO-FAED
ACADÊMICAS: ANELISE MACIEL, GISLAINE ALVES
PROFESSORA: ALBA REGINA
PRÁTICA DE ENSINO III
PEDAGOGIA 8ª FASE






PCN’S LÍNGUA PORTUGUESA


1. CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DA LÍNGUA PORTUGUESA


Introdução


A questão da leitura e da escrita temsido o eixo da discussão no que se refere ao fracasso escolar. Os índices brasileiros de repetências estão diretamente ligados à dificuldade que a escola tem de ensinar a ler e a escrever. Isso apresenta-se mais evidente na primeira e quinta séries do Ensino Fundamental (atualmente 1º e 6º ano); na primeira série, por dificuldade em alfabetizar; e na quinta série, por não garantir o uso eficaz dalinguagem, impedindo o avanço progressivo dos alunos, pelo menos, até a oitava série (9º ano).
Essas evidências de fracasso escolar apontam a necessidade da reestruturação do ensino da Língua Portuguesa, com objetivo de encontrar formas de garantir, de fato, a aprendizagem da leitura e da escrita.
Na década de oitenta, a produção científica, livros e artigos começaram a circular entre oseducadores gerando uma mudança na forma de compreender o processo de alfabetização; deslocando a ênfase habitual em “como se ensina” para “como se aprende”, considerando as hipóteses que as crianças constroem sobre a língua escrita ao tentar compreendê-la. É importante lembrar que essas mudanças são difíceis, pois não se dão pela substituição de um discurso por outro, mas pela real transformaçãoda compreensão e da ação pedagógica.
Esforços pioneiros de transformação da alfabetização escolar consolidam-se, ao longo da década. As práticas de ensino começam a dar um enfoque ao uso da linguagem, onde a fala e a escrita são um meio de expressão e comunicação (textos) e não mais resultado de um produto a ser avaliado. As situações didáticas passam a ter como objetivo que os alunos pensemsobre a linguagem para poderem compreendê-la e utilizá-la adequadamente, pois ser um usuário competente da escrita é, cada vez mais, condição para a efetiva participação social.
Assim, não basta garantir o acesso dos alunos nas escolas, mas sim o sucesso, e é nesse sentido que os Parâmetros Curriculares Nacionais pretendem contribuir.


Linguagem


O domínio da língua temestreita relação com a possibilidade de plena participação social, pois é por meio dela que o ser humano se comunica, tem acesso à informação, expressa e defende pontos de vista, partilha e constrói visões de mundo, produz conhecimento.
Considerando os diferentes níveis de conhecimento prévio dos alunos (grau de letramento), cabe a escola promover a sua ampliação, garantindo que nos oito(nove) anosde Ensino Fundamental, cada aluno se torne capaz de interpretar diferentes textos que circulam socialmente, de assumir a palavra e, como cidadão, de produzir textos eficazes nas mais variadas situações.
A língua é um sistema de signos histórico e social que possibilita ao homem* significar o mundo e a realidade. Assim, aprendê-la é aprender não só as palavras, mas também seus significadosculturais e, com eles, o como as pessoas do seu meio social entendem e interpretam a realidade e a si mesmas.
Produzir linguagem significa produzir discurso. Significa dizer alguma coisa para alguém, de uma determinada forma, num determinado contexto histórico.
O discurso, quando produzido, manifesta-se linguisticamente por meio de textos.
O texto é uma sequência verbal constituída porum conjunto de relações que se estabelecem a partir da coesão e da coerência. Todo texto se organiza dentro de um determinado gênero.






2. APRENDER E ENSINAR LÍNGUA PORTUGUESA NA ESCOLA


O ensino aprendizagem pode ser considerado como resultante da articulação de três variáveis: o aluno, a língua e o ensino.
Aluno como sujeito da ação de aprender, aquele que age...
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