Resumo livro "como as crianças pensam e aprendem"

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  • Publicado: 3 de março de 2013
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“Entender o sentido” - ‘’Como as crianças pensam e aprendem’’ de David Wood

A análise apresentada a seguir é decorrente da leitura do capítulo 5 “Entender o sentido” do livro ‘’Como as crianças pensam e aprendem’’ de David Wood. A partir do capítulo analisado tivemos que fazer um estudo de acordo com nossas interpretações do mesmo. Nosso principal objetivo é obter uma maior compreensão sobreas várias concepções do desenvolvimento da linguagem e da comunicação da criança durante os anos de escola. Nele contém pesquisas realizadas com o objetivo de identificar as exigências comunicativas com que as crianças encontram na escola.

 Comunicação não verbal e comunicação verbal.
Quando as crianças começam a falar, aquilo sobre o que falam é geralmente determinado pelo que no momento lhesocupa os sentidos, aquilo que lhes chama a atenção e lembra seu passado. Sua fala gira em torno dos acontecimentos do dia a dia e suas primeiras ações de fala são palavras isoladas. Depois vem o estágio de duas palavras, seguido por um estágio de três palavras, depois quatro, até que por volta dos trê anos de idade, a criança começar a usar frases simples.
Grande parte das coisas que criançasdizem nos primeiros estágios de aquisição da linguagem, quando fora de um contexto, tornam se ambíguas e de difícil compreensão, podendo uma mesma frase ter diversas interpretações. Todas as tentativas de se criar um conjuntos de regras para as estruturas da fala infantil no seu primeiro estágio de desenvolvimento, ou seja, escrever uma gramática da linguagem inicial da criança foram fracassadas. Ouseja, não possuímos nenhuma teoria que nos dê uma explicação formal de o que as crianças querem dizer pelo que dizem. Apesar de tudo isso, na maioria das vezes, os pais ou outras pessoas muito próximas da criança, parecem entender melhor o que ela diz, quase que como um elemento de adivinhação. Talvez estejamos enganados ao pensar que podemos compreender o que as crianças pequenas querem dizer,porém, quando prestamos atenção às características da situação e as circunstancias que envolve a fala do bebê, geralmente conseguimos encontrar pistas – como o lugar para onde estão olhando, expressão facial, tom de voz e movimentos corporais – que nos ajudam a interpretar o que ele está querendo dizer. Pesquisas feitas nos últimos anos revelam a natureza complexa da relação entre os aspectosgramaticais da fala e as “pistas” não verbais de significado, denominado esse aspecto de linguagem corporal. Essas pesquisas nos ajuda a entender o papel da comunicação não verbal na realização da compreensão mútua.
É a comunicação não verbal e os aspectos paralinguísticos da fala, que se refere a coisas como tons de voz, pausas durante as falas e o modo pelo qual o acento tônico se distribui pelosenunciados, que nos ajudam a compreender alguns dos desafios que as crianças encontram quando começam a falar com “estranhos” em situações “públicas”, como na escola. David Wood afirma que as relações entre as dimensões verbais, não verbais e paralinguísticas da comunicação na escola são diferentes das que se encontra em casa. A linguagem na escola não é apenas uma extensão da linguagem utilizadaem casa. Ela envolve características únicas e “especiais”, com quais as crianças pequenas precisam chegar a um acordo. Em certas culturas – a italiana, por exemplo – os indivíduos, ao falar, são mais expressivos com a face, se movimentam mais e têm gestos mais livres que os membros de outras culturas (a britânica, por exemplo). Embora muitos gestos e expressões faciais sejam específicos adeterminadas culturas, há importantes aspectos da comunicação não verbal que são considerados universais. Os estudiosos da cinética – designa a analise dos movimentos – descobriram características comuns da organização da fala e dos movimentos corporais apresentadas por membros de várias culturas linguísticas diferentes. Uma das descobertas é que quando um gesto acompanha uma fala espontânea, seu “pico”...
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