RESUMO HIV

Universidade do Extremo Sul Catarinense – UNESC

Assunto: HIV

Acadêmica: Amanda de Barros Schardosim



HIV

HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. O HIV é um retrovírus da subfamília Lentivirinae, em 1986 uma subcomissão do comitê internacional sobre taxinomia dos vírus propôs que os retrovírus da Aids fossemoficialmente denominados HIV. O HIV-1 é prevalente em nosso meio e o HIV-2 é encontrado principalmente em regiões da África e da Península Ibérica.
Causador da AIDS, ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. As células mais atingidas são os linfócitos T CD4+. E é alterando o DNA dessa célula que o HIV faz cópias de si mesmo. Depois de se multiplicar, rompe oslinfócitos em busca de outros para continuar a infecção.
Ter o HIV não é a mesma coisa que ter a AIDS. Há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mas, podem transmitir o vírus a outros pelas relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação. Por isso, é sempre importante fazer oteste e se proteger em todas as situações.
Na década de 1980 acreditava-se que a doença era exclusiva de homossexuais masculinos, pois a maioria dos casos comprometia esse grupo de indivíduos, com o passar dos anos, o estigma passou a abranger homossexuais e bissexuais e usuários de drogas injetáveis. Hoje sabemos que qualquer individuo, com qualquer opção sexual é suscetível á aquisição dadoença, bem como usuários de drogas, politransfundidos e filhos de mães HIV- positivas.
HIV é um tipo especial de vírus conhecido como retrovírus, e sua principal característica é ter o patrimônio genético registrado na forma de RNA e uma membrana lipídica circundando a cápside, tem também uma enzima denominada transcriptase reversa que tem por função transformar o código genético de RNA para DNA,facilitando sua integração dentro do material genético da célula hospedeira e uma vez inserido ele condiciona essa célula a produzir mais células RNA.
Como todo vírus, o HIV necessita infectar uma célula para sobreviver e reproduzir-se. As células infectadas no ser humano são as que apresentam em sua membrana uma molécula denominada CD4, que é um receptor reconhecido pela glicoproteina 120viral. O número de células CD4 é uma medida das células do sistema imunológico, tais como linfócitos-T e monócitos, que possuem receptores CD4.
O número de células CD4 cai acentuadamente nos estágios iniciais da infecção pelo HIV, porque o vírus visa e destrói as células CD4+. Quando o organismo começa a combater a infecção, o número de células CD4 eleva-se novamente. Durante o estágio crônico, oorganismo cria novas células CD4 suficientes para repor os bilhões de células CD4 destruídas pela replicação do HIV. Entretanto, a taxa de destruição das células CD4 eventualmente supera à taxa de criação e a quantidade de células declina gradualmente durante vários anos. Isso torna o número de células CD4 uma maneira eficiente de avaliar quão sadio encontra-se o sistema imunológico.
As variaçõesnos níveis de células CD4 durante um determinado período de tempo constituem um indicador prognóstico confiável da infecção pelo HIV e da progressão da AIDS. Embora os níveis de células CD4 variem entre os indivíduos, há algumas tendências que são comuns a todos os pacientes portadores de HIV/AIDS. Logo após a infecção pelo vírus, níveis elevados de HIV no sangue causam um acentuado declínio nosníveis de células. A quantidade original de células CD4 pode ser reduzida pela metade antes de começar a se elevar novamente. Durante o estágio crônico, que pode durar de meses a anos, o número de células CD4 estabiliza e o indivíduo infectado pelo HIV pode não apresentar sintomas.
No estágio avançado, a reprodução do vírus torna-se mais rápida. A carga viral aumenta rapidamente, sem...
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