Resumo epopeia de gilgamesh

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  • Publicado: 6 de abril de 2013
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EPOPEIA DE GILGAMESH
Em primeiro lugar importa referir que os primeiros esboços de narrativas heróicas surgem pelas mãos dos sumérios, que começam por passar a escrito contos e histórias que têm raízes numa tradição oral anterior ao aparecimento da escrita. Seria preciso esperar pelo advento dos povos semitas, que ao absorverem a cultura suméria, a souberam inovar através do seu próprio espíritocriativo, acabando por enriquecê-la e amplia-la, dando-lhe uma dimensão que dará origem a uma nova cultura denominada sumero-acádica, mais rica que a anterior. Esta síntese cultural dá novo impulso ao género épico, cuja obra mais marcante é a Epopeia de Gilgamesh.
Para vincar que não estamos perante as aventuras de um deus pleno, o texto cedo nos revela as raízes humanas do herói: são os seuspróprios súbditos que se queixam aos deuses do seu comportamento despótico e sexualmente desregrado. Para lhe moderar os ânimos, a deusa Aruru (a deusa mãe-uma das 4 divindades criadoras) é enviada para resolver o problema. Fê-lo dando a Gilgamesh uma consciência de si próprio, gerando Enkidu a partir de um bloco de argila. Este plano passava pela criação de um alter ego para Gilgamesh, umaconsciência que o devia confrontar com as suas fragilidades humanas. Enkido é criado em estado selvagem e de inocência, que perde através do contacto com uma mulher. Enkido acaba por enfrentar Gilgamesh quando este se prepara para mais uma das suas proezas lascivas, acabando por se envolver num confronto físico. Durante a luta o rei cai em si e interrompe o conflito, ficando selada uma forte união entre osdois.
Mais tarde Gilgamesh, achando que a vida na cidade o tinha enfraquecido, ambiciona por feitos heróicos. Assim parte com Enkido com destino à Terra dos Cedros para lá destruir o Mal, personificado no monstruoso Hubamba. Consulta o Concelho de Anciãos e obtém a aprovação de Shamash (deus do Sol).
Estando consciente da sua própria mortalidade física, a aventura a que se propôs parece ser umaforma de alcançar a imortalidade do seu nome. Antes da partida, Ninsun (deusa da fertilidade, mãe de Gilgamesh) pede a Enkido, a quem trata por filho adoptivo que este sirva e proteja Gilgamesh.
Assim percorrem de forma sobre-humana uma grande distância em apenas 3 dias com o fito de enfrentarem Humbamba. Antes do combate, e com a ajuda dos deuses Shamash («o glorioso»), Ninsum («minha mãe») eLugalbanda («meu pai») acaba por vencer a sua luta interior: as dúvidas humanas, hesitações, medos e consciência da mortalidade.
Vencido Humbamba, este suplica pela sua vida e a dos seus seguidores, vendo-se Gilgamesh perante um dilema moral. Mas é a voz de Enkido que Gilgamesh segue, e ambos abatem Humbamba a golpes de machado. A morte do vigia e guardião da floreste enfurece o deus Enlil (deusdo ar e da atmosfera e uma das 4 divindades criadoras).
O feito atrai Ishtar, a deusa do amor e da luxúria. Mas Gilgamesh tem a deusa por promíscua, fria e calculista e repudia-a. Esta sedenta de vingança pede ajuda ao deus Anu, seu pai. Este, embora dando razão a Gilgamesh cede-lhe o Touro do Céu para que com ele destrua Gilgamesh. Porém Gilgamesh e Enkido matam a besta e oferecem o seu coração aShamash, servindo os chifres de adorno no palácio real.
Apesar da aclamação popular, Enkido sonha que os deuses desejam a sua morte. O sonho torna-se realidade quando Enkido é tomado de uma doença mortal. Gilgamesh só mandou enterrar o amigo após o chorar por sete dias e sete noites. Gilgamesh decide então partir em busca de Utnapishtim, sobrevivente do Díluvio e o único homem a que os deusesconcederam vida eterna. Após uma jornada perigosa, Gilgamesh encontra o barqueiro Urshanabi que o leva finalmente a Utnapishtim. De início Utnapishtim recusa contar o segredo da vida eterna, mas por fim acede: deve colher uma planta «que cresce sob as águas e que tem um espinho que espeta como o de uma rosa». O rei mergulha, recolhe a planta e prepara-se para regressar a Uruk, onde tenciona...
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