Resumo do texto sobre reformas do autor falcon

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  • Publicado : 2 de fevereiro de 2013
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Falcon inicia este texto dizendo que após o Renascimento, podemos ver a ascenção das Reformas Regiosas que indicam a oposição entre os velhos e novos interesses que surgem neste novo mundo cultural, religioso e politico. Entretanto, é importante ressaltar que tais Reformas não são apenas elementos de reação ao Renascimento.
Para Falcon as Reformas estão entrelaçadas, e para entendermos suasconsequencias devemos levar em conta as suas relaçoes ao longo do século XVI. Desta forma, podemos ver que a Reforma Protestante apenas antecipou as mudaças que já vinham acontecendo na Igreja Católica, além disso vemos que a Reforma Católica não está ligada a um retrossesso para a Idade Média, pois tantos católicos como protestantes perseguiam bruxas. Entretanto, não podemos deixar de levar emconsideração que as diferenças entre a Reformas, como a questão das indulgências e sobretudo a questão da interpretação da Biblia.
Falcon cita Jeann Delumeau para levantar uma questão de extrema impotância: por que a Reforma? O autor citado responde esta questão analisando as críticas protestantes relativas ao Catolicismo. Estas estão voltadas para a perda de religiosodade da Igreja Católica,principalmente na esfera do clero e da organização administrativa, pois a espiritualidade estava sendo deixada para trás, tendo em seu lugar a escolha pelas coisas materiais.
Entretanto, o autor diz que estas ações não podem ser relacionadas a apenas interesses, pois havia de fato teologos e religiosos que realmente acreditavam nesta dinâmica. A intolerância pode ser associada mais ao medo do que acompreensão, e os mecanismos de controle tornaram-se, para o Papado, uma fórmula para negar as questões traduzidas como heresia.
Falcon nos explica que grande parte dos reformistas não tinham a pretenção de romper com a Igreja Católica. Eles buscavam modificar coisas no interior da Cúria Romana. Conforme tais criticas foram se tornando mais frequentes, as diferenças e o dogmatismo do Papadoforam caminhando para a intolerância.
Entretanto, a partir dos século XVI, houve a modificação das estratégias do Papado, pois a Igreja sabia que não possuia mais poder universal, e que seu poder espiritual estava abalado. Os impulsos urbanos ocorridos na Itália no século XV, somados ao advento da nova ciência, ajudaram a acentuar esta crise. Para manter-se, a Igreja dividiu seu poder através dajustificativa do poder divino. Esta atitude acabou motivar a crise, pois acabou acentuando as criticas ligadas a licenciosidade do clero e a administração romana. O resultado disso tudo acabou sendo a ruptura.
Falcon acentua que apenas a devasidão do clero não pode ser a unica justificativa para a ruptura, pois já havia denuncias relativas a este tipo de problema há algum tempo, e vários ordensreligiosos foram fundadas para conte-las, baseando-se nas doutrinas, e reinvindicando a volta da pureza original e o fortalecimento da fé, acentuando a condicação de homens pecadores. Vemos, deta forma, que não foram as impurezas que provocaram a Reforma Protestante. Suas causas foram mais profundas.
Falcon cita Delumeau para dizer que as questões de fundo teológico, como a comunhão sob umaúnica espécie, a missa como sacrificio, o celibato eclesiático, os votos religiosos, os jejuns e as abstinencias indicam que a Reforma anunciava um enfraquecimento de consciencias individuais, quanto falamos de fé.
A insatisfação era geral. As orações e confissões já não resolviam os problemas. Havia o aumento da exploração no campo e na cidade. A cultura urbana dominava os preços e submetia osprodutores. O poder político dividia a cidade, fazendo com que houvesse a perda da liberdade, já que havia a obrigação de optar por um lado político. Assim, Falcon nos diz que a Reforma é mais do que uma resposta religiosa para toda esta aflisão, pois engloba individuos e distintos niveis culturais e economicos
Para Delumeau toda a aflisão gerada só era explicada pela condiçao do homem pecador....
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