Resumo do texto de hannah arendt

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A crise na educação vista por Hannah Arendt
Segundo o texto, em vários países a crise que se abate sobre o mundo moderno e que atinge as áreas humanas manifestam-se diferentemente. Na America segundo Hannah, um dos aspectos mais característicos e reveladores é a crise periódica da educação, que na última década, se converteu num problema político de primeira grandeza, sendo discutidadiariamente. Essa crise nos proporciona uma oportunidade de explorar e investigar tudo aquilo que ficou descoberto na essência do problema, essência que na educação, é a natalidade, o fato de os seres humanos nascerem no mundo. A crise nos força a regressar as próprias questões e exigem de nós respostas novas ou antigas, mas em qualquer caso, respostas sob a forma de juízos diretos. Uma crise só se tornadesastrosa, quando a respondemos com idéias feitas, melhor dizendo, com preconceitos.
Ainda que, a crise não possa afetar o mundo inteiro, é significativo que seja na America que assume a forma mais extrema, razão para tal, decorre talvez do fato de apenas na America, uma crise se pode tomar verdadeiramente um fator político. A explicação técnica consiste obviamente no fato da America ter sidosempre uma terra de imigrantes, nestas circunstâncias, e obvio que só escolarização, a educação e americanização dos filhos dos imigrantes podem realizar na tarefa imensamente difícil de difundir os mais variados tipos étnicos. A autora mostra que a America não é simplesmente um país colonial que necessita dos imigrantes para povoar seu território, mas cuja estrutura política se manteriaindependentemente deles. Os imigrantes e os recém-chegados constituem para o país a garantia de fato a nova ordem, e desta criação de um novo mundo em oposição ao antigo era, e continua a ser abolir a pobreza e a opressão.
A educação se transforma num instrumento da política e a própria política foi concebida como uma forma de Educação. O papel desempenhado pela educação em todas as utopias política, desdea antiguidade até os dias de hoje, mostra bem como pode parecer natural, querer começar um novo mundo com aqueles que são novos por nascimento e natureza. A educação não pode desempenhar papel na política porque na política se lida com pessoas já educadas. Ao propor educar os adultos, o que eles realmente pretendem e afastá-los da atividade política, há uma pretensão de educação quando, afinal opropósito real é a coerção (imposição) sem uso da força. Para a autora, preparar uma nova geração para um mundo novo, só pode significar que se deseja recusar aqueles que chegam novos a sua própria possibilidade de inovar.
O que faz com que a crise da educação seja tão especialmente aguda entre nós é o temperamento político do país, o qual luta por si próprio, por igualar ou apagar tanto quantopossível a diferença entre novos e velhos, dotados e nãos dotados, enfim crianças e adultos e em particular entre alunos e professores.
Hannah Arendt apresenta três idéias chaves que permitem explicar o efeito catastrófico das medidas políticas educativas.
A primeira idéia base consiste na automatização e absolutização do mundo das crianças, o que conduz a limitação da autoridade dos adultos, aoalargamento do fosso dos dois mundos (criança e adulto) e ao aparecimento tirania da maioria constituída pelo grupo de pares. Existe um mundo das crianças, é uma sociedade formada por crianças, elas são seres autônomos, e que se devem deixá-las governar por si própria, e os adultos devem se limitar a assistir esse processo, devem considerar unicamente o grupo e não a criança como um individuo.Esse grupo esta limitado a um mundo e vedado do mundo dos adultos. A reação das crianças a esta pressão tende a ser ou o conformismo ou a delinqüência juvenil.
Segunda idéia base consiste no predomínio da pedagogia sobre os outros saberes em matéria de ensino, fruto da influência da psicologia moderna e das doutrinas pragmáticas. A sobrevalorização da pedagogia e a desvalorização das displinas...
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