Resumo do livro: professora sim, tia não.

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  • Publicado : 23 de abril de 2013
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PROFESSORA SIM, TIA NÃO – CARTAS A QUEM OUSA ENSINAR - PAULO FREIRE

Paulo freire defende a leitura deste livro, mesmo para aqueles que não concordam com o que ele diz. Ele reconhece não ter “a verdade”, mas “verdades” que gostaria que fossem úteis à formação e prática docente.

Primeiras palavras
Professora – tia: a armadilha

Por que “cartas a quem ousa ensinar”?
Porque para ensinar, énecessário ter ousadia, visto que os educadores são desvalorizados, mal pagos e desrespeitados. É preciso ter ousadia para falar de amor sem temer os preconceitos.

Por que “Professora sim, tia não”?
Porque considerar a professora como tia, é dizer que professoras, como boas tias, não devem lutar pelos seus direitos, isto é, não podem brigar ou se rebelar.

Primeira carta
Ensinar –aprender; leitura do mundo – leitura da palavra

O ato de ensinar é também o ato de aprender, ambos caminham juntos. Na medida que ensina, o educador acaba por rever suas posições. A necessidade de formação permanente implica a quem ensina tanto o ato de estudar – o qual implica não apenas a leitura da palavra, mas, também a leitura do mundo – como também uma análise crítica de sua própria prática.
Seas escolas ensinassem desde o pré-escolar que ler é um prazer e não uma obrigação, que estudar não é um fardo e sim fonte de alegria e diversão; talvez teríamos uma educação de maior qualidade, jovens mais críticos e menos analfabetos funcionais.




Segunda carta
Não deixe que o medo do difícil paralise você

Ao nos depararmos com uma situação difícil, deixamos que o medo e a insegurançatome conta de nós, ou seja, quando duvidamos da nossa capacidade de superar o medo do difícil, entramos em pânico. Este nos paralisa e nos persuade a desistir.
Estudar, ato que requer disciplina e determinação, também pode gerar medo na medida em que a sensação de incapacidade de compreensão toma conta do leitor. Deixar de lado instrumentos auxiliares de trabalho, querer acreditar que entendeusem ter de fato entendido (e muitas vezes saber disso!) e satisfazer-se com uma leitura maquinal são algumas das ameaças ao estudo sério. A discussão do texto e o levantamento de diferentes pontos de vista são, por sua vez, formas de se enriquecer a produção da inteligência do texto. O que vem acontecendo nas escolas, porém, é fazer com que os alunos se tornem passivos perante o texto,desestimulando a leitura consciente crítica.

Terceira carta
“Vim fazer o curso do magistério porque não tive outra opção”

Ao participarmos da formação de pessoas, participamos também do seu sucesso ou fracasso. O professor deve, portanto, ter convicção ao fazer a sua escolha, reconhecendo a dignidade e importância de sua tarefa, a qual é indispensável à vida social. Contudo, esse reconhecimento precisapartir também da sociedade, para que ela própria possa esperar e exigir uma educação de qualidade.

Quarta carta
Das qualidades indispensáveis ao melhor desempenho de professoras e professores progressistas

O educador progressista deve ser humilde, ter coragem, confiança e respeito. Além de ter amor, não apenas aos alunos mas ao próprio processo de ensinar. Deve, também, possuir ética esaber como educar os medos, bem como a segurança, competência, clareza política e capacidade de decisão, além de equilíbrio entre a paciência e a impaciência, visto que a paciência sozinha pode levar à acomodação; a impaciência, por sua vez, a um ativismo irresponsável.

Quinta carta
Primeiro dia de aula

No primeiro dia de aula é normal estar inseguro e com medo. É preciso assumir essessentimentos para poder vencê-los. O professor deve estar atento a personalidade de cada aluno, visto que são seres subjetivos, é papel do educador realizar uma “leitura” da classe, de forma que perceba as crianças com suas peculiaridades, suas diferentes histórias de vida. É preciso ganhar a confiança dos educandos e, para isso, deve-se permitir que eles se reconheçam como democraticamente respeitados,...
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