Resumo do livro etica protestante e o espirito do capitalismo

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  • Publicado : 2 de maio de 2012
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Em "A Ética Protestante e o espírito do Capitalismo", Weber aponta a influência das idéias religiosas sobre a conduta dos homens e contesta a tese marxista de que a consciência do indivíduo é determinada por sua classe social.

Weber inicia com este uma análise comparativa entre comunidades urbanas e organização política, assim como um estudo sobre a relação entre a religião e a sociedade.Esses estudos tinham o propósito comum definir e explicar as características distintivas da civilização ocidental quando comparadas a Oriental.

Os estudos iniciais de Weber centralizaram-se em uma tendência que parece ser típica da sociedade moderna e em um atributo do comportamento que parece ser universal.

A idéia do trabalho árduo como um dever que traz em si mesmo sua própria recompensa é umatributo típico do homem no mundo industrial moderno, tal como concebido por Weber. O homem deve trabalhar bem em sua ocupação remunerada não apenas porque tem que fazê-lo, mas porque o deseja, sendo então este um sinal de sua virtude e uma fonte de satisfação pessoal.

O "espírito do capitalismo" de Weber era um conceito que ele punha em contraste com outro tipo de atividade econômica quedesignou como "tradicionalismo" ( O tradicionalismo está presente quando os trabalhadores preferem trabalhar menos e ganhar mais; quando, durante as horas de trabalho buscam o máximo de conforto e o mínimo de esforço; quando são incapazes de adaptar-se a novos métodos de trabalho ou mostram pouca vontade de fazê-lo; e quando trabalham de maneira moderada, em ritmo suave).

Nesse sentido, Weberassinalou que este "espírito" não seria exclusivamente ocidental nem totalmente original. Sempre houvera "super-homens" econômicos que conduziam seus negócios de maneira altamente sistemática, que trabalhavam mais do que qualquer de seus empregados, cujos hábitos pessoais eram frugais e que empregavam suas rendas em investimentos. Tais "empresários heróicos" podiam superar, por si sós, os empecilhos dotradicionalismo econômico, mas não podiam estabelecer, por si sós, uma nova ordem econômica.

Tendo definido o "espírito do capitalismo" como objeto de sua pesquisa, Weber enumerou uma série de razões por que era plausível buscar sua origem nas idéias religiosas da Reforma. Em primeiro lugar, já existiam comentários sobre a afinidade entre o protestantismo e o desenvolvimento do espíritocomercial. Em segundo lugar, a aptidão protestante para o comércio e a indústria já existia e gerava frutos a séculos. Em terceiro lugar, segundo uma pesquisa sobre a relação entre a filiação religiosa e a escolha educacional no estado de Baden, os protestantes pareciam se inclinar mais que os católicos a escolher escolas secundárias mais compatíveis com o estilo de vida industrial.

Na Holanda e naInglaterra, os católicos encontraram-se em posições minoritárias comparáveis em diversas épocas. Outras minorias haviam compensado sua exclusão da vida social e política com uma atividade econômica intensificada, enquanto que os católicos não o fizeram. Em quarto lugar, certas seitas protestantes, como os quakers e os batistas, eram tão "proverbiais" por sua riqueza quanto por sua religiosidade.A seguir, weber examinou se a afinidade entre o protestantismo e o "espírito do capitalismo" seria simplesmente uma adaptação a condições econômicas.

Uma das abordagens a este problema era a de encontrar casos iniciais em que a ética protestante houvesse prevalecido em áreas economicamente atrasadas ou em que o catolicismo fosse dominante apesar de uma economia capitalista florescente. Assim,Weber assinalou que em uma área atrasada como a Pensylvania no séc. XVIII, o "espírito do capitalismo" era, com efeito, predominante, enquanto que áreas de desenvolvimento capitalista significativo, como Florença, haviam permanecido católicas durante a Reforma.

Weber viu uma questão fundamental naquilo que todos os demais haviam considerado coisa natural. Parecia plausível que no séc. XVI as...
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