Resumo do livro “dos delitos e das penas”, de cesare beccaria

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ANTOLOGIA




SUMARIO

A linguagem de hoje procura usar palavras simples e objetivas, de forma que até as pessoas menos estudadas compreendam o conteúdo.
Os autores procuram se expressar de modo claro e objetivo, fazendo a linguagem escrita aproximar- se da falada, e, geralmente, desejam denunciar a realidade como ela é, nua e crua.Aceitarás o amor como eu encaro ?...
Mário de Andrade

Aceitarás o amor como eu o encaro ? ...
... Azul bem leve, um nimbo, suavemente
Guarda-te a imagem, como anteparo
Contra estes móveis de banal presente.

Tudo o que há de melhor e de mais raro
Vive em teu corpo nu de adolescente,
A perna assim jogada e o braço, o claro
Olhar preso no meu, perdidamente.

Não exijas mais nada.Não desejo
Também mais nada, só te olhar, enquanto
A realidade é simples, e isto apenas.

Que grandeza... a evasão total do pejo
Que nasce das imperfeições. O encanto
Que nasce das adorações serenas.





Este poema faz parte da primeira fase da poesia de Mário, é um poema sensual no qual nota-se notas parnasianas: rimas, ritmo, etc. Mais tarde, Mário abandona essas formaspara assumir o verso livre em seus poemas. Lembrando que se trata de um soneto.

Autopsicografia
Fernando Pessoa

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,

Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entender a razão,
Essecomboio de corda
Que se chama coração.




O poeta é parcimonioso quanto ao uso de figuras de linguagem, pois só percebemos com clareza a metáfora (principalmente) e a elipse. O poeta é, realmente, como vimos no decorrer de nossa argumentação, um ser humano completíssimo, juntamente com sua obra (é lógico), que entretanto não é hermética. A complexidade não deixa de ser umamarca do século XX, e Pessoa é homem e poeta deste século.

Desencanto
Manuel Bandeira

Eu faço versos como quem chora
De desalente... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.

Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.

E nestes versos de angústiarouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.
- Eu faço versos como quem morre.



O poema é dividido em três quadras, compostas por ABAB. Alguns recursos utilizados na construção do poema nos permitem enxergar uma estruturação do plano da expressão. Uma das primeiras coisas que nos chama a atenção quanto a isto, é a maneira pela qual as rimas são compostas,tanto na primeira quanto na terceira estrofe. Do ponto de vista narrativo, o texto não apresenta uma transformação. O que encontramos é apenas a descrição de um estado do sujeito que está em disjunção com o objetivo de valor. Esta ausência do programa narrativo completo é comum em textos descritivos.




Mulher proletária
Jorge de Lima

Mulher proletária – única fábrica
Que ooperário tem, (fabrica filhos)
Tu
Na tua superprodução de máquina humana
forneces anjos para o Senhor Jesus,
forneces braços para o senhor burguês.

Mulher proletária,
O operário, teu proprietário
Há de ver, há de ver;
A tua produção,
A tua superprodução,
Ao contrário das máquinas burguesas
Salvar o teu proprietário.

No contexto de “Mulher proletária”, a mulher é a própria sociedadeque fabrica filhos em grande número, máquinas humanas que quando “vingam” se transformam em braços para manter a burguesia. Braços... não cérebros, nem corações, nem seres humanos, nem pessoas. São braços que não tendo o que comercializar, resta apenas o seu trabalho. A mulher é a única “fábrica” que o operário, marido tem. Este trecho mostra a mecanização das relações, já que os filhos são...
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