Resumo do livro de rubem alves o que é religião

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  • Publicado : 6 de outubro de 2011
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RESUMO DO LIVRO

O QUE É RELIGIÃO?

Em seu livro “O que é religião?”, o autor Rubem Alves se propõe a fazer essa pergunta a sociólogos, psicólogos e filósofos, utilizando citações e estudos dos mesmos e analisando também o contexto histórico de cada fonte.
A opinião do autor permanece oculta na obra, que serve como instrumento para ouvir o que aqueles estudiosos teriam a dizer, mesmo sendodiferente daquilo que o próprio autor pensava.
A análise de cada capítulo nos guia por diversas opiniões acerca de um mesmo assunto e cabe ao leitor fazer uma interpretação final e pessoal da obra.
Partindo da constatação de Albert Camus de que “O homem é a única criatura que se recusa a ser o que ela é.”, o autor constata que a cultura só se inicia no momento em que o corpo deixa de darordens, pois o homem é um ser de desejo. E desejo é sintoma de privação, de ausência.
Em sua inquietação, o homem produziu a cultura, que cria o objeto desejado na busca de encontrar um mundo que possa ser amado.
A cultura, porém, é apenas a externalização do desejo em meio a sua ausência e, enquanto esse desejo não é alcançado, resta cantá-lo, dizê-lo, celebrá-lo.
Nos pontos em que a culturafracassa, brota o símbolo, testemunha das coisas ainda ausentes e surge a religião, formada por símbolos de ausência. É uma rede de desejos, uma tentativa de transubstanciar a natureza.
Os símbolos sagrados são mecanismos que o homem construiu para exorcizar o medo.
Nenhum fato, coisa ou gesto é encontrado já com as marcas do sagrado. Coisas e gestos se tornam religiosos quando os homens osbatizam como tais.
É o que autor chama de coisificação. As coisas culturais foram inventadas. No entanto, aparecem como se fossem naturais pelo processo de reificação. De tanto estes símbolos sagrados – criados pelo homem – serem repetidos, nós os reificamos e passamos a tratá-los como coisas.
Durante a Idade Média, os símbolos adquiriram uma concretude que faziam com que o mundo invisívelestivesse mais próximo e tudo girava em torno de uma temática: o drama da salvação, o perigo do inferno, a caridade de Deus levando aos céus as almas puras.
Tudo tinha um propósito definido, o que determinou a pergunta fundamental a que a ciência medieval se propunha: “Para quê?”.
A partir de tais indagações, uma classe social corroeu as coisas e os símbolos do mundo medieval, em nome do princípioda utilidade. Era a burguesia.
Sua intenção era produzir o crescimento da riqueza. E, para isso, utilizaram de um aparato universal e transparente: a matemática.
O destino reservado para os símbolos da imaginação, então, segundo Hume, eram as chamas.
Tudo, inclusive as pessoas, perdem seu valor religioso.
Enquanto a religião representa o passado, tradição, a ciência se apresenta vitoriosa,alinhada aos interesses da burguesia.
O discurso religioso é, então, declarado sem sentido. Dá-se o exílio do sagrado, onde se estabelece um quadro simbólico onde não há lugar para a religião, que é jogada para a Idade das Trevas. Deus fica confinado nos céus e as áreas de influência dividem-se: aos comerciantes e políticos foram entregues a terra, os mares, as fábricas e até o corpo daspessoas. A religião foi aquinhoada com a administração do mundo invisível e o mundo sagrado sobrevive como religião dos oprimidos.
Julgamentos não podem ser aplicados à religião. No mundo dos homens, existem as coisas que significam outras e as coisas que não significam outras. E quem confunde coisas que significam com coisas que nada significam, comete graves equívocos.
Aqui, o autor compara esteenunciado lotado de diversos significados para especificar o que se quer dizer, traçando um paralelo com o avanço da Física, que só se deu quando o universo foi reconhecido como coisa.
Os empiristas/positivistas ignoraram a religião como coisa social e a trataram como texto, fizeram a religião ser tachada como algo sem valor a ser acrescentado na sociedade. É aí que ocorre uma revolução...
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