Resumo do livro "amor cortes"

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  • Publicado : 9 de setembro de 2012
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O amor cortês surgiu no regime feudal, pois até no século XII os casamentos eram contratos comerciais sem vontades pessoais e sem amor, porque amor sensual, desejo, impulso do corpo, era considerado motivo de desordem e de perturbação. Do amor fazem parte aventura e liberdade e não as obrigações e as dívidas e, por ser um dom livre concedido, não cabiam ao casamento. O amor cortês foi à primeiramanifestação do amor como hoje conhecemos uma relação pessoal, que começou entre o cavaleiro e a dama. Os cavaleiros eram jovens, filhos da nobreza, à maioria deles era vetada a vida conjugal e a herança. Serviam ao senhor feudal e sua obrigação era proteger a fortaleza. Nesta época multiplicou-se o número de jovens solteiros e celibatários. Assim, o amor cortês surgiu como uma reação contra aanarquia dos costumes feudais.O código do amor cavaleiresco foi apresentado como um dos privilégios do homem cortês. O amor delicado era um jogo educativo. Contribuía para manter a ordem, domesticando a juventude. Incentivava a repressão dos impulsos. O homem era testado para assegurar que seria capaz de sofrer por amor, e que este não tinha caráter sexual. O dever de um bom vassalo era servir e issoo amor cortês ensinava bem. "Servindo à sua esposa, era o amor do príncipe que os jovens queriam ganhar, esforçando-se, dobrando-se, curvando-se. Assim como sustentavam a moral do casamento, as regras do amor delicado vinham reforçar as regras da moral vassálica". Em época relativamente recente, após a Revolução Francesa e a industrialização, surgiu a idéia de que o casamento deve ser o resultadodo amor romântico. Hoje, quase todas as pessoas misturam romance com sexo e casamento, como se fosse natural, sem ter idéia de que é uma inovação revolucionária. O principal conceito que não se modificou é a crença que o "amor verdadeiro" deve ser uma adoração religiosa mútua irresistível, que nos faça sentir que todo o céu e a terra nos são revelados através desse amor. Mas ao contrário denossos antepassados, tentamos trazer essa adoração para nossas vidas pessoais, misturando-a com sexo, casamento e a rotina da vida.Apaixonar-se pela paixão, amar, estar amando não são casos raros. Na nossa cultura quase todas as pessoas (principalmente as mulheres) estão aprisionadas pelo mito do amor romântico e pela idéia de que só é possível haver felicidade se existir um grande amor. Mesmo tendovários interesses na vida e parecendo feliz, a mulher, quando está sozinha, pergunta se essa felicidade é real. O amor romântico é construído entorno da projeção e da idealização sobre a imagem ao invés da realidade. A pessoa amada não é percebida com clareza, mas sim através de uma névoa que distorce o real. Para manter esta névoa após algum tempo de relação, as pessoas evitam qualquer intimidadereal, calando-se sobre os pensamentos e sentimentos mais íntimos, como inclusive, mantendo um afastamento físico. Até algum tempo atrás, as mães, sabendo disso, diziam para suas filhas para evitar qualquer tipo de intimidade física antes do casamento, pois caso contrário, o rapaz perderia o interesse por elas.Acredita-se que o mapa amoroso é construído entre os cinco e oito anos de idade e sãodeterminados pelos relacionamentos com a família, amigos e por experiências e oportunidades. Algumas características de temperamento das pessoas que nos rodeiam atraem ou nos perturbam. Pouco a pouco, estas memórias começam a formar um padrão mental, um modelo subliminar do que nos agrada e nos desagrada. Assim, nos apaixonamos por uma imagem construída sobre um determinado aspecto da pessoa do qualtemos uma forte necessidade.Acreditar que o amor romântico é o amor verdadeiro gera muita infelicidade e frustração, impedindo a experiência de uma relação amorosa autêntica. Quando ocorre o desencanto, quando percebemos que o outro é um ser humano - e não a personificação de nossas fantasias - nos ressentimos e reagimos como se tivesse ocorrido uma desgraça.O mito do amor romântico não passa de...
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