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JIMENEZ, Marc. O que é estética? São Leopoldo. Unisinos, 2001 (cap. 1 : Em direção à emancipação)
A fundação da estética teve um alcance considerável, acrescentou um novo ramo à árvore da ciência. A autonomia estética apareceu somente no século XIII , a Arte de fato parece ter existido em todos os tempos e em todos os lugares. A autonomia da arte e da estética não tem o mesmo sentido, mas umcerto número de correlações existe entre uma e outra. A palavra ARTE, herdeira desde o século XI, de sua origem latina ars= atividade, habilidade, designa até o século XVIII. A própria ideia de estética aparece somente no momento em que a arte é reconhecida e se reconhece através de seu conceito. A estética inaugurou sua fase moderna a partir de 1750, enquanto a ciência é o resultado de um longoprocesso de emancipação, que pelo menos no Ocidente refere-se ao conjunto da atividade espiritual, intelectual, filosófica e artística, sobretudo a partir da Renascença. A ideia de que a criação não é mais somente divina, mas depende de uma ação humana, impõe-se após muitos debates teológicos e filosóficos, na origem ela não se refere direta nem imediatamente ao domínio da arte. Foi preciso esperar oséculo XVII para que o belo se liberte dos valores do bem e do verdadeiro e o final do século XVIII para que a imitação da natureza não seja mais considerada como única finalidade do artista. Após a Idade Média, o artesão passou-se ao artista humanista, depois o artista que negocia as próprias obras no mercado e assegura suas promoções junto ao público. A declaração da autonomia da estética foide algum modo preparada de longa data.
''Criar é produzir alguma coisa a partir de nada'', é uma definição do dominicano Alberto, filósofo e teólogo, apresentada por volta de 1230. Essa definição prova o fato essencial de que nesse período da Idade Média a criação era pensada, o conceito da criação não era concebível na Antiguidade greco-latina, seria impossível sob o ponto de vista teológico ohomem ter um poder criador ou reconhecer nele um poder de criação artística, para eles ''criar'' é o privilégio de Deus, o homem mesmo preso a uma liberdade que lhe é própria, não criou o paraíso terrestre, foi colocado no Jardim do Éden só para cultivá-lo. Em nenhum caso o artista poderia ser o rival de Deus, criador de todas as coisas. Santo Agostinho estava preocupado em distinguir a criação doartista, negar que a arte pode ser criação do homem quer dizer que de todos os homens só o artista pode com legitimidade pode exigir um status de criador. Será preciso esperar a Renascença, no Ocidente para que o conceito de criação artística seja ao mesmo tempo pensado e aceito. Este é um fenômeno à primeira vista surpreendente, pois se revelam incoerente com a filosofia religiosa. Até os temposmodernos, ao surgir do século XIX, o Homem permanece criatura, Deus permanece criador, incriado. A ideia de criação autônoma muito antes de ser admitida pela teologia e pensada pela filosofia - hoje é apenas tolerada e aparentemente surpreendente pelo pensamento religioso. Criar uma obra de arte significa realizar um ato ao mesmo tempo abstrato e concreto. Os filósofos dizem, com toda a razão quecriar nomeia ao mesmo tempo um ato e um ser. Eles não produzem ''a partir do nada'', mas a partir de um saber adquirido em numerosas disciplinas de caráter científico. O Gênio é um dom de Deus e continuará a sê-lo até a época romântica - mas a força criadora é individual. Firalelli o arquiteto da torre central do Castello Sforzesco em Milão, exigia que a obra dos pintores e escultores fossemassinadas, a maioria dos artistas do Quattrocento nos é conhecido. Os príncipes governantes durante o Cinquecento tratam os artistas como senhores que residem de seu próprio palácio. Durante a Renascença, a noção de subjetividade própria ao artista ainda não é analisada nem tematizada pela reflexão filosófica e estética, como ela será mais tarde, no século XVIII, por Immanuel Kant.
A época da...
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