Resumo de livro i do contrato social de rousseau

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 6 (1313 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 21 de novembro de 2011
Ler documento completo
Amostra do texto
No livro I Do contrato social, Rousseau submete-se a examinar as principais questões da vida políticas. Sua principal questão encontra-se no primeiro capítulo deste livro “O homem nasce livre, e por toda parte encontra-se acorrentado”. Neste sentido, Rousseau inicia questionando o que leva os homens a viverem sob tais grilhões, e por qual motivo os homens abandonaram o estado de natureza, uma vezque nascem livres.
No primeiro capitulo deste livro o autor menciona o assunto no qual será abordado no livro, que é o direito de vida ou morte e a escravidão. Rousseau questiona por que o homem nasce livre e se deixa torna-se escravo. Como se dá essa transformação?
Rousseau discorre sobre o poder do mais forte. O mais forte não será sempre forte para manter o poder, se não transformar suaforça em direito e a obediência em dever. Rousseau encontra a falha da questão, tendo em vista que o comum seria o senhor ter o direito de governar, e os súditos o dever de obedecer. Mas, que direito será esse, que parece quando cessa a força? Quando se cessa a força a obediência também cessa. Assim, Rousseau afirma que é o indivíduo obrigado a obedecer à legítima autoridade.
Se a força não produznenhum direito, restam então as convenções como base de toda autoridade legítima entre os homens. Neste sentido, Rousseau reflete a afirmação de Groutis de que um povo pode alienar a sua liberdade e torna-se escravo de um rei em troca de subsistência ou tranquilidade civil. Dizer que um homem se dá gratuitamente, é uma afirmação absurda, pois um rei não propiciaria a subsistência de seus súditos, eleapenas tira deles a sua.
Renunciar a liberdade é renunciar à qualidade de homem. Não existe compensação possível para quem renuncia a tudo, a escravidão não pode ser legítima, pelo menos não para uma sociedade inteira, seria supor uma nação de loucos. Mesmo que cada indivíduo alienar-se a si mesmo, não poderia fazer o mesmo com seus filhos, pois eles nascem homens livres, somente eles temdireito de se dispor de sua liberdade.
Sobre o direito de escravizar proveniente da guerra, a escravidão é aceita, mas Rousseau afirma que a escravidão baseia no direito de vida ou morte e estes se baseiam na escravidão, tornando-se um circulo vicioso.
Existirá sempre uma grande diferença de subjugar uma multidão e reger uma sociedade. Mesmo que homens sejam subjugados a um só, de nada adiantará,será sempre considerado um povo e seu chefe, e existirá sempre uma particularidade.
Um povo é povo antes de se dá a um rei. Esta doação pressupõe uma decisão pública. Todavia o ato pelo o qual o povo é povo é que constitui o verdadeiro fundamento da sociedade, pois é anterior ao ato pelo o qual se elege o rei. Dessa forma se não existisse nenhuma convenção anterior, não existiria a obrigação daminoria em se submeter à escolha da maioria.
Rousseau supõe que os indivíduos para transpor os obstáculos que sozinhos, não conseguiram em seu estado de natureza unem as forças fazendo então o pacto social, se não fosse dessa forma não conseguiriam sobreviver. Entretanto a liberdade e a força são os instrumentos principais para a conservação individual, e o contrato é necessário para que a uniãopreserve a cada indivíduo e seus bens, e permaneçam livres.
As cláusulas deste contrato são por toda parte as mesmas, tacitamente admitidas e reconhecidas, até que se viole o pacto social. Uma vez que se quebra o pacto retoma sua liberdade natural, perdendo sua liberdade convencional.
Enfim, cada um, ao se dar a todos, não se dá a ninguém, se ganha o que se perde, e mais força para conservar o quetem. O pacto social produz um corpo moral e coletivo, composto pelo o total de indivíduos que o constitui, e a pessoa pública se forma pela união de todas as outras recebendo o nome de República ou de corpo político. Quanto aos associados recebem o nome de povo e se chamam em particular de cidadãos, enquanto submetidos à autoridade soberana, e súditos, enquanto submetidos às leis do Estado.
O...
tracking img