Resumo das conferencias de michael foucault

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RESUMO:

A verdade e as formas jurídicas de Michael Foucault
Conferências I, II e III

Introdução: interessante ler
A principal finalidade destas conferências é demonstrar as formas usadas para se obter a verdade nas diferentes situações históricas. Nesse sentido, Foucault entende as formas jurídicas e sua evolução no campo do direito penal como lugar de origem de um determinado número deformas de verdade, ou seja, para o autor certas formas de verdade podem ser definidas a partir da prática penal.
Portanto, na
Conferência I é feita uma leitura anti-epistemológica de alguns textos de Nietzsche para a diferenciação entre verdade e conhecimento.

Conferência II, através da análise da história Édipo - Rei de Sófocles,
revela-se o surgimento
* da prova,
* dotestemunho e
* do inquérito na antiguidade grega.

Por fim, a
Conferência III trata, basicamente, do regime da
* prova e do
* sistema de inquérito na Idade Média.

O QUE PODE SER ENTENDIDO DA Conferência I:
Na primeira conferência Foucault afirma que seu objetivo é mostrar como puderam se formar domínios de saber a partir de práticas sociais. Para isso, propõe três eixos depesquisa:
1. A história dos domínios do saber em relação com as práticas sociais, em que o saber do homem nasceu das práticas sociais do controle e da vigilância;
2. A análise metodológica dos discursos como jogos estratégicos de ação e de reação, de pergunta e de resposta, de dominação e de esquiva, como também de luta;
3. A reelaboração da teoria do sujeito, onde deve ser feita aconstituição histórica de um sujeito do conhecimento através de um discurso tomado como um conjunto de estratégias que fazem parte das práticas sociais.

Foucault afirma que a própria verdade tem uma história que pode ser interna ou externa.
* A interna é aquela que se corrige a partir de seus próprios princípios de regulamentação, e

* A externa é aquela onde são definidas regras de jogoa partir das quais vemos nascer certas formas de subjetividade, certos domínios de objeto, certos tipos de saber.

Desse modo, o autor deixa claro que pretende trabalhar com as formas jurídicas, expondo como certas formas de verdade podem ser definidas a partir da prática penal, pois o que chamamos de inquérito, por exemplo, é uma forma bem característica da verdade em nossas sociedades.

Oautor segue analisando alguns textos de Nietzsche para provar que o conhecimento foi inventado pelos homens e que, portanto,
►►►existem relações de poder até na história da verdade. Segundo ele, origem difere de invenção e tudo que foi inventado pelo homem tem como objetivo alguma forma de poder:
►►► a dominação de uns sobre os outros.
* A religião,
* A história,
* A poesia,* O ideal e o próprio
* conhecimento não teriam origens metafísicas anteriores aos homens, mas teriam sido inventados por eles.

O conhecimento não é instintivo, é contra- instintivo, assim como ele não é natural, é contra- natural. Dito de outra forma, o conhecimento não faz parte da natureza humana, não é algo que diz respeito à essência do homem.

► Spinoza dizia que se quisermoscompreender as coisas em sua essência, em sua verdade, é necessário que nos abstenhamos de rir delas, de deplorá-las ou de detestá-las e somente quando estas paixões apaziguam podemos enfim compreender.
► Nietzsche, além de discordar, afirma que é exatamente o contrário que acontece, pois estes três impulsos – rir, deplorar e detestar – são modos de afastar o objeto de si e por isso a relação doconhecimento com o objeto é de distância e dominação.
►►►Foucault, afirmava que se desejarmos realmente “conhecer o conhecimento” devemos nos aproximar não dos filósofos, mas dos políticos, ou seja, devemos compreender quais são as relações de luta e de poder.
Assim sendo, o conhecimento é sempre uma certa relação estratégica em que o homem se encontra situado.



O QUE PODE SER...
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