Resumo da poesia

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Segundo se conhece, a Poética de Aristóteles foi pela primeira vez impressa
em latim, numa tradução de Giorgio Valla, em 1498, e seria a partir desta tradução,
ou por hipótese de uma versão da época, um original em grego, que se deveria
estudar o seu rasto na obra de Gil Vicente. Na manifesta impossibilidade de o fazermos, realizámos diversas leituras da Poética, por traduções (interpretações)diferentes do texto do filósofo grego. Nas traduções sobre as quais nos debruçámos,
embora diferentes, encontrámos sempre constantes, mas o facto de observarmos
conceitos que são trabalhados ou interpretados do mesmo modo, nem sempre quer
dizer correcção em relação ao pensamento do autor, porque também se verifica o
facto de já ter havido tradução da tradução, da tradução...
O facto de umtradutor consultar outras traduções, tanto serve para corrigir os
defeitos daí derivados como para os pronunciar ainda mais. Os conceitos envolvidos
devem ser procurados na época do texto original, e este é um trabalho muito mais
complexo a que o tradutor tem de estar atento. Muito mais quando deparamos com
um texto da Grécia antiga envolvendo a Poética ou a Arte em geral.
A nossa alternativafoi apresentarmos um breve resumo da nossa interpretação
do texto da Poética, que realizámos a partir da leitura de várias traduções do texto
de Aristóteles. Não se trata de uma tradução, nem sequer de transcrições, mas de
uma leitura resumida que fizemos a partir da análise do texto (nos textos disponíveis), tendo em vista a descrição da arte dramática que faz o autor da Poética.
Os textos daPoética de Aristóteles, que serviram de base ao nosso resumo,
estão em espanhol (www.librodot.com), em francês (www.livropolis.com) e em
inglês (Poetic of Aristotle, Ed. John Stockdale, Piccadilly, London, 1792, by Henry
James Pye).
Em todo o caso, não deixámos de confrontar este texto com as seguintes edições
espanhol e em português, e em alguns casos muito pontuais fazemos referência àedição da Gulbenkian.
Escuela de Filosofía, Universidad ARCIS. www.philosophia.cl
Edição da Gulbenkian de 2004, tradução de Ana Maria Valente.
Edição da Imprensa Nacional, 7ª Ed. 2003, tradução de Eudoro de Sousa.

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Extraído do livro (ISBN: 978-972-990006-8)
Gil Vicente, Auto da Visitação, Sobre as origens.
(Março de 2010) de Noémio Ramos

Apêndice A – Leitura da Poética deAristóteles

Extraído do livro (ISBN: 978-972-990006-8)
Gil Vicente, Auto da Visitação, Sobre as origens.
(Março de 2010) de Noémio Ramos

Alertas prévios
Considerando que podemos estar a cometer algum grave erro de interpretação,
para uma melhor aferição das análises realizadas sobre as obras dramáticas de Gil
Vicente, apresentamos aqui um resumo, do que sobre a tragédia encontrámos na
Poética.Utilizamos palavras mais actuais, sobretudo naqueles termos que, a nosso
ver, melhor se adequam ao pensamento do autor dos autos. Teremos em especial
atenção questões como a mimesis, mas deixamos a sua discussão para outro lugar
ou ocasião mais apropriada, diremos apenas que, utilizamos o termo f igurar em
vez de imitar, e utilizamo-lo de uma forma operacional, nas situações em que figura notexto, como captar a realidade, como formulação de uma ideia ou visão,
que configura uma realidade de facto, ou possível ou imaginária, etc., não apenas
porque o consideramos também mais fiável aos desígnios do autor grego, mas
porque no contexto das várias artes, também ele corresponde às nossas ideias sobre
a generalidade das artes, do engenho e capacidade de invenção, sendo o termo que
–como o formular para o exprimir – melhor nos parece corresponder e adequar
aos conceitos que envolvem as actividades e processos criativos do pensamento
humano. Pelo que nós hoje entendemos, quem quer imitar, f igura alguma coisa no
seu pensamento – f igura uma imagem – assim somos capazes de compreender que
o pensamento figurativo, deste ou de qualquer outro modo criado e desenvolvido,
deve...
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