Resumo completo livro o leviatã de thomas hobbes

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  • Publicado : 30 de outubro de 2011
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INTRODUÇÃO

Natureza (a arte mediante a qual Deus fez e governa o mundo)
É imitada pela arte dos homens. A vida não passa de um movimento dos membros, (máquinas que se movem) possuem uma vida artificial? E a arte vai mais longe, imitando, a mais excelente obra da natureza, o Homem. Pela arte é criado o grande LEVIATÃ que se chama REPÚBLICA, ou ESTADO, que não é senão um homem artificial,embora de maior estatura e força, para cuja proteção e defesa foi projetado. A soberania é uma alma artificial, pois dá vida e movimento ao corpo inteiro; os magistrados e outros funcionários se movem para cumprir o seu dever; a riqueza e prosperidade individuais são a força; a eqüidade e as leis, uma razão e uma vontade artificiais; a concórdia é a saúde; e a guerra civil é a morte.
Examinarei:sua matéria e o seu artífice, que são, ambos, o homem. Há um ditado: a sabedoria não se adquire pela leitura dos livros, mas dos homens. Mas há um outro ditado: os homens poderiam aprender a ler-se uns aos outros, isto é, Lê-te a ti mesmo. Graças à semelhança de pensamentos e paixões, quem olhar para dentro de si mesmo e considerar o que faz quando pensa, opina,raciocina, tem esperança e medo,etc., e por quais motivos o faz,poderá por esse meio ler e conhecer quais os pensamentos de todos os outros homens, em circunstâncias idênticas. Refiro-me à semelhança das paixões, não à semelhança dos objetos das paixões. Aquele que vai governar uma nação inteira deve ler, em si mesmo, não este ou aquele indivíduo, mas o gênero humano.

Capítulo I
Da sensação

No que se refere aospensamentos do homem, cada um deles é uma representação, um objeto, que produz aparências diversas.
A origem de todas elas é a SENSAÇÃO (pois não há concepção no espírito do homem que primeiro não tenha sido originada, nos órgãos dos sentidos). A causa da sensação é o corpo exterior, ou objeto, que pressiona o órgão próprio de cada sentido, como no gosto e no tato, como na visão, no ouvido e no olfato. Eé a esta aparência que os homens chamam sensação; e consiste, no que se refere à visão, ouvido, língua e paladar, em frio, calor, dureza, macieza, e outras qualidades, tantas quantas discernimos pelo sentir. A sensação nada mais é do que a ilusão originária causada pela pressão.

Capítulo II
Da imaginação
Nenhum homem duvida da verdade da seguinte afirmação: quando uma coisa está em repouso,permanecerá sempre em repouso, a não ser que algo a coloque em movimento. Mas esta outra afirmação não é tão facilmente aceita: nada pode mudar por si só. Porque os homens julgam, não apenas os outros homens, mas todas as outras coisas, e, porque depois do movimento se acham sujeitos à dor e ao cansaço, pensam que todo o resto se cansa do movimento e procura espontaneamente o repouso. Assim,acontece também no movimento produzido nas partes internas do homem, quando ele vê, sonha etc., pois após a desaparição do objeto, conservamos ainda a imagem da coisa vista, embora mais obscura. E é a isto que os latinos chamam imaginação, por causa da imagem criada pela visão. Mas os gregos chamam-lhe ilusão, que significa aparência.
A IMAGINAÇÃO é uma sensação em declínio, quer estejamadormecidos, quer estejam despertos. Esta sensação em declínio denomina imaginação, mas, quando queremos exprimir o declínio e significar que a sensação é antiga e passada, denomina-se memória. Muita memória chama-se experiência. As imaginações daqueles que se encontram adormecidos denominam-se sonhos. Não pode haver no sono nenhuma imaginação, a inquietação das partes internas, pela conexão que têm com océrebro e outros órgãos mantém-nos em movimento, e por isso as imaginações aparecem como se o homem estivesse acordado, um sonho tem de ser mais claro, do que os nossos pensamentos quando despertos.
Disto se segue que é difícil estabelecer uma distinção entre sensação e sonho. Quando considero que nos sonhos não penso nas mesmas pessoas, lugares, objetos, ações que ocupam o meu pensamento...
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