resumo com visão psicológica do filme (the doctor) um golpe do destino.

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  • Publicado : 20 de agosto de 2013
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Um Golpe do Destino (The Doctor): Uma visão Psicológica

Um Golpe do Destino (The Doctor) é a história do médico Dr. Jack McKee, cirurgião competente, mas que vê as pessoas como máquinas e seu trabalho como de um reparador delas.  O próprio McKee ensina aos médicos residentes que o necessário a ser feito em relação a uma cirurgia é “abrir, consertar e fechar”.  Na primeira cena do filme se vêum procedimento cirúrgico na sala de cirurgias com música e muita conversa.  A despeito da competência de toda equipe, o paciente não é encarado como um ser humano, apenas como u’a máquina danificada.  O médico fica muito distante do paciente, de seu problema, de sua história de vida.  O foco é a cirurgia e o “conserto” do defeito.  Em certa medida, creio que há eficácia no método, visto que opaciente foi submetido a uma cirurgia realizada por um cirurgião competente que, de fato, fez o certo.  O problema está na distância entre o médico e o ser humano do outro lado.  Tema similar vem sendo tratado na série de TV “House”, onde o que importa para o médico protagonista é a solução de um problema enigmático, nada importando quem é ou o que sente o paciente.  Somos complacentes nesses casos,pois o final é feliz com a solução do problema, mas se pode aferir que todo o processo seja menos penoso e com maior adesão ao tratamento nos casos em que há a aproximação entre equipe médica e paciente de forma mais humana e menos técnica.

Golpe do Destino mostra de forma clara as consequências de uma sociedade capitalista e individualista.  Cada qual preocupado consigo próprio.  O “outro” éalgo existente para ser usado como uma ferramenta.  Uma sociedade onde os méritos estão relacionados com a produção e com ser produtivo.  A dinâmica de produzir resultados leva ao distanciamento entre a sensibilidade, a compaixão, o amor e o fato diário: reduzir custos, aumentar lucros e ter sucesso.  Isso tudo de forma individualista.  O médico do filme tem uma família que comemora quando ele estápresente numa noite na semana.  A distância entre pai e filho traz uma criança que não ouve o pai numa conversa corriqueira, porque também tem tempos e tarefas a cumprir.  A relação com a esposa é, a primeira vista, de muita ligação, mas a ela importa como ela vai estar diante dos problemas.  E exatamente esse distanciamento é a marca do Dr. McKee, que relaxa com brincadeiras tanto na sala decirurgia, quanto fora.  O momento em que ele se vê diante de um câncer ainda não é suficiente para que haja o entendimento de que há, pelo menos, dois lados: paciente e médico.  A princípio o médico doente é tratado por uma sua colega, tão mais fria e distante quanto ele.  Uma médica mecanicista, rude e grosseira, que ignora qualquer tipo de contato mais afetuoso, tratando sempre da doença e nunca dopaciente.

Dr. McKee passa a ser paciente, mas quer manter os privilégios de ser um cirurgião conceituado no mesmo hospital.  A sociedade na América do Norte, em relação à nossa, é mais distante em seus relacionamentos, traço cultural de sua origem, o que faz as pessoas sentirem falta de mais afeto apenas quando suas vidas estão em risco.  Esse contraste fica claro quando Dr. McKee conduz otratamento de um paciente (de origem latina) que necessita de transplante de coração.  Ele agradece e confia no médico e lhe dá um abraço, algo muito estranho para os americanos do norte.  Voltando, o médico doente, agora paciente, se vê às voltas com toda a burocracia do hospital e com a frieza de alguns atendentes.  Passa por erros de procedimentos quando é submetido a uma desnecessária lavagemintestinal.  Sua médica pede desculpas.  Ele mesmo conclui que a expressão “sinto muito” deveria ser abolida, pois tudo se explicava assim sem maiores consequências.  O médico passa a perceber o sofrimento de cada um e o seu próprio.  A angústia da morte iminente em sua nova amiga, que tendo um tumor na cabeça luta contra o tempo.  Ele vê pacientes que morrem e outros que na fila da quimioterapia...
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