Resumo cap. 8: guerra e conflito de karen mingst em princípios das relações internacionais

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  • Publicado : 7 de novembro de 2012
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Entre as questões que preocupam os protagonistas das relações internacionais, a guerra é a mais antiga, a mais predominante e a mais saliente. Foi a guerra e suas consequências que levou à criação das relações internacionais. Entre todos os valores, a segurança vem em primeiro lugar, e todos os outros pressupõem um nível básico de segurança. Nem sempre foi possível conseguir segurança, mas desde1991 a incidência de guerra diminuiu. Os teóricos das relações internacionais continuam a analisar porque as guerras ocorrem.
Cada Estado é responsável por sua própria segurança no sistema anárquico. Disso ocorre o dilema da segurança: na ausência de autoridade, quando um Estado se prepara para se proteger, reduz a segurança de outros Estados, que aumentam sua proteção, gerando um círculovicioso de acumulação de segurança e poder, que resulta em uma tensão permanente.
Precisamos considerar outros níveis de análise; e características de indivíduos, líderes, bem como das massas e a estrutura interna dos Estados. Alguns realistas e liberais dizem que a guerra ocorre por características pessoais dos líderes, que podem ser agressivos e belicosos, ou por interpretações errôneas destes.Alguns pensadores realistas vêem que a causa é a característica das massas, da natureza humana. Entretanto, a guerra é um evento incomum, portanto não pode ter como única causa, ou causa primária, o nível de análise do indivíduo, a natureza do ser humano. (p. 195-198)
Um segundo nível de explanação sugere que a causa é a estrutura interna dos Estados. Liberais acham que regimes republicanostêm menor tendência de travar guerras. Outros defendem que tipos de sistemas econômicos são mais propensos à guerra, e Estados capitalistas, por exemplo, estão mais inclinados à evitar a guerra. Outros teóricos já pensam o contrário. Para estes, o modo de produção capitalista gera competição, que leva à guerra. Outra interpretação diz que os Estados capitalistas gastam mais com equipamentosmilitares, o que leva à corrida armamentista, e à guerra. Outra ligação aponta para líderes que recorrem à conflito externo para evitar crises econômicas, o que é denominado guerra diversionista. Porém, essas características não foram as responsáveis exclusivas pela eclosão da guerra.
Já para alguns realistas, a guerra irrompe por causa da estrutura anárquica do sistema internacional, que éequivalente a um Estado de guerra onde não há imposição para que os Estados cooperem. A segurança dos Estados só é assegurada pela acumulação de poder. Já para outros intelectuais realistas, são as mudanças nas capacidades dos Estados, e não é apenas a desigualdade entre as capacidades dos Estados, que leva à guerra; a guerra é causada pela mudança na distribuição de poder entre Estados. Para osradicais, os Estados capitalistas dominantes do sistema precisam expandir-se economicamente, o que leva à guerra com regiões em desenvolvimento ou regiões capitalistas. (p. 198-201)
A maioria das guerras é causada por vários fatores, de diferentes níveis de análise. No caso da invasão do Kuwait pelo Iraque, os três níveis de análise são críticos para explicar a causa da guerra. Será que apersonalidade de Saddam Hussein causou a invasão? Ou será que ele calculou mal as ações e as declarações dos Estados Unidos? Ou será que o Iraque estava apenas agindo em seu interesse nacional? O Iraque achava que aquelas terras haviam sido tomadas ilegalmente, e não era de vital interesse do Estado garantir seus direitos territoriais legítimos? Talvez Saddam achasse que suas ações não provocariam respostamilitar da comunidade internacional. No caso dos Estados Unidos, eles achavam que o Iraque devia ser punido por sua ação agressiva, ou eles estavam apenas pensando na vontade das empresas petrolíferas, cujo poder seria ameaçado pela tomada do Kuwait? (p. 201-203)
No caso da Iugoslávia, pode-se observar que essas causas de guerras são igualmente relevantes para conflitos civis. Líderes...
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