Resumo biografia de bocage

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José Quintino da Cunha nasceu em 24 de julho de 1875, advogado e poeta, comparado a BOCAGE – Poeta português, romântico e satírico. Seu primeiro livro:“Diferentes” foi prefaciado pelo filósofo Farias Brito. Dois originais de Quintino Cunha se extraviaram: O romance de sua vida que ele escreveu quando foi preso por ter casado desobedecendo às ordens superiores da Escola Militar do Ceará, ondefizera o curso como cadete do Exército, e “Versos de Cores”, já escrito no Amazonas, onde viveria com sua esposa, após sair do Ceará.
Lá também, em Manaus, em 1902, conforme as Notas de Viagens de Bezerra de Menezes, residia seu irmão João Quintino da Cunha, igualmente poeta e, por coincidência também morreu pobre. Dizia que o Amazonas era “O Paraíso dos brutos e o inferno dos cearenses”. Bezerraainda diz: “Enquanto estivemos juntos no apartamento da Rua Leovigildo Coelho, ao lado da Igreja dos Remédios, cujo vigário era um padre cearense de relevo enorme no Clero, pelas suas altas virtudes o Monsenhor Antero José de Lima, meu companheiro, conversador de raças, me narrava, para distrair minhas saudades,..”.
Publica em Paris, na França; quando lá esteve em 1907, o livro “Pelo Solimões”, obrade valor inestimável, que mereceu referências elogiosas por parte da crítica internacional. Anos depois, quando voltou de Paris, foi agraciado por Dom Carlos, Rei de Portugal, com a medalha de “Honra ao Mérito” por relevantes serviços à colônia Portuguesa.
Ficou viúvo, ainda quando morava no estado do Amazonas, vitimada por febre (malária). Ao retornar ao Ceará, sua terra natal, veio novamente acasar-se com Maria, a quem dedicou seu imortal poema “O Encontro das Águas”, transcrito adiante. Quintino Cunha terminou seu curso de Bacharel em Direito, pela Faculdade de Direito do Ceará, no ano de 1909, no dia 9 de dezembro. Entregou-se com entusiasmo e eloqüência, aos debates jurídicos, graças a sua privilegiada inteligência. Na época do governo revolucionário de Franco Rabelo, ingressou napolítica, sendo eleito para o biênio 1913/1914 a Deputado Estadual.
Certa vez, Quintino Cunha pescava nas águas de um lago no Alto Amazonas, o que ele sempre fazia com prazer. Pensava na sua infância, nos seus amores, nas suas tristezas; quando uma canoa com dois senhores e um remador aproximou-se dele. Houve então seguinte diálogo: - Oh! Amigo, bom dia. - Bom dia, respondeu Quintino. – O queestá a fazer? – Pescando a vida. Responde com um sorriso o poeta. E foi assim que se conheceram Quintino e Euclides da Cunha e desde então se tornaram amigos.
Euclides da Cunha publicou uma crônica na imprensa de Manaus sobre “O poeta Quintino, poeta de verdade”! Pela Segunda vez Quintino perde sua Segunda mulher, ficando sozinho com seus filhos. Tempos depois encontra uma nova companheira, queampara com amor o poeta e suas crianças. Casou-se, pela primeira vez com: Ana Carneiro Cunha tiveram dois filhos: Osmar e Lourdith. O Segundo matrimônio foi com: Francisca Accetti Cunha tiveram quatro filhos: Virgínia, Plautus (seu principal biógrafo), Cleanto e Yanê. O terceiro matrimônio foi com: Tereza de Araújo Cunha tiveram 7 filhos: Taís, Nelda, Rosemeire, Eitel, Dalô, Zir e Maria do Carmo.
Luisda Câmara Cascudo escreve sobre o espírito, a verve do poeta: “Quando alguém cita Quintino Cunha é provocar uma anedota saborosa, possível ou não, mas saborosa. O poeta aos poucos foi desaparecendo empurrado pelo humorista. Também Quintino não fazia força no sentido de manter o primeiro titulo, o titulo poético. Por esse nordeste inteiro, quem não conheceu Quintino Cunha? Conhecido pela famaespirituosa das respostas, das soluções de surpreendentes graça surgidas inopinadas e fulminantes”.
“Pelo Solimões” é o livro de Quintino Cunha poeta e nele há uma valorização sugestiva de motivos populares, tradicionais e folclóricos, fixados com precisão, com elegância, com originalidade. Não houve apenas o motivo da paisagem social amazônica utilizada para fins líricos, mas a clara intenção...
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