Resumo:as expressões ideoculturais da crise capitalista na atualidade e sua influência teóricopolítica (ivete simionatto)

Páginas: 6 (1412 palavras) Publicado: 2 de maio de 2011
Entre os séculos XVI e XVII ocorrem às revoluções cientificas, estas podem ser consideradas os principais marcos do pensamento moderno. É a partir desse período que surge uma nova forma de ver e explicar o mundo, isto é, o que antes era explicado a partir da fé e da religião, passa a ser explicado por meio de observações e experimentações cientificas. Essa mudança na maneira de ver e explicar omundo teve repercussões não apenas no campo epistemológico, mas também na economia, na política, na ética e na estética. Esse novo modelo explicativo do real, instaurado pela modernidade, fundamenta-se na capacidade do homem de formular teorias a partir da observação.
Nesse período surgem diversos filósofos que buscam explicação acerca do mundo, baseados nessa nova forma. No entanto, será ofilósofo Immanuel Kant quem ampliará as reflexões acerca das possibilidades da razão na organização e sistematização dos dados empíricos de forma mais científica. Sua forma de pensar baseia-se na capacidade da consciência individual e autônoma para o conhecimento do mundo. Esta prosseguiu durante o século XVIII e em todo período Iluminista. No século XIX surge o questionamento mais contundente a essemodo de pensar, este é realizado por Friedrich Hegel. A “razão fenomênica” ou acrítica presente em Kant é substituída, em Hegel, pela “razão dialética” capaz de captar a processualidade dos fenômenos sociais para além de sua mera aparência. Essa forma de apreensão da realidade, inaugurada por Hegel, contribuirá para a formação teórica de pensadores como Karl Marx, Friedrich Engels e toda a tradiçãomarxista.
O marco da transição entre os séculos XVIII e XIX é o surgimento do Estado burguês e as mudanças significativas geradas nas esferas econômica, política, social e cultural, devido ao surgimento deste. A hegemonia burguesa no campo das idéias favoreceu as condições necessárias para o rompimento definitivo com o feudalismo e o surgimento do modo de produção capitalista.
A emergência dasociedade burguesa dará origem a um intenso processo de modernização. Esse processo de modernização social e cultural, produto da racionalização característica das sociedades ocidentais desde o final do século XVIII, expressa, para Max Weber, o surgimento da própria modernidade.
A crise geral do capitalismo, desencadeada na transição entre os anos 60 e 70, e as respostas articuladas pelo grandecapital provocaram mudanças significativas em diferentes esferas da vida social. É nesse período que ganha centralidade, no âmbito das ciências humanas e sociais, a chamada “crise dos paradigmas”, relacionada, principalmente, aos modelos clássicos de conhecimento da realidade. Ampliou-se, a partir de então, o embate entre modernidade e pós-modernidade, destacando-se a novidade dos chamados “novosparadigmas” como caminhos analíticos alternativos para se fazer ciência e se conhecer a realidade social.
Embora a pós-modernidade, enquanto idéia, não seja recente, sua expressão no âmbito do conhecimento pode ser verificada com maior intensidade a partir da metade dos anos 70. No debate contemporâneo, sob perspectivas distintas, alguns autores se destacam na defesa da pós-modernidade, comoJean-François Lyotard, autor da obra em que aparecem as primeiras reflexões acerca do assunto; Michael Foucault, Boaventura de Souza Santos, Michel Mafessoli, Jacques Derrida, Jean Baudrillard, Ulrich Beck, dentre outros.
A pós-modernidade tem como “traço definidor” à perda de credibilidade nas chamadas metanarrativas ou grandes teorias sociais. Anuncia o desaparecimento das grandes oposições noscampos político, social, filosófico, artístico e cultural.
As transformações societárias desencadeadas nas últimas décadas do século XX e seus desdobramentos no início do século XXI, sob o domínio do capitalismo financeiro e da sua afirmação enquanto sistema hegemônico, aumentaram os problemas e as contradições em todas as esferas da vida social. Ao negar o percurso de análise que caminha da...
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