Resumo - amor nos tempos do capitalismo - eva illouz

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  • Publicado : 18 de abril de 2013
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O amor nos tempos do capitalismo
Eva Illouz

1. A ascensão do Homo Sentimentalis:
Os sociólogos parecem esquecer de questões como o afeto na modernidade. Quando Marx fala em alienação de trabalho, por exemplo, no trabalhador que é explorado, ele não leva em consideração a mudança que isso traz para o afeto, o carinho…
O que mais se interessa pelo carinho é o sociólogo Durkheim. O afetonão é uma ação em si. É uma energia interna que nos faz agir. É um significado cultural que diz respeito à relação entre o eu e o outro. O afeto é uma entidade psicológica, cultural e social.
Segundo Eva Illouz, a criação do capitalismo caminhou com uma cultura afetiva super especializada. O mercado moldou as relações afetivas.

Freud e as conferências na Universidade Clark
O estilo afetivomoderno foi moldado pela linguagem da terapia, que surgiu num período entre a primeira e a segunda guerra mundial. Afinal, as terapias permitiram que surgissem novos símbolos de identidade. Fez com que o homem se relacionasse de outra forma com esses símbolos. Mudou a noção do EU, e a família teve um papel crucial nisso.
A sexualidade passou a ser vista por dois lados: o normal e o da patologia(patologia = doença psíquica). O que permitiu também que a sexualidade fosse tão incorporada na modernidade foi a linguagem sobre o tema, muito recorrente no cinema e na literatura, por exemplo.
A expansão do mercado de consumo, a indústria do livro e as revistas femininas começaram a utilizar, na década de 20, dessa linguagem sexual.
O mercado mudou as relações das pessoas entre si e com omundo. A psicologia foi utilizada nesse meio. Engenheiros tendiam a pensar nos homens como máquinas na empresa.
A modernidade introduziu laços de família no ambiente de trabalho. Antes, a cultura afetiva tinha separado homens e mulheres nos lugares públicos. A cultura do século XX mudou, redefiniu essas fronteiras, e voltaram a vida afetiva central para o trabalho.

Um novo estilo afetivo
Apsicologia deu um novo sentido para as transformações do local de trabalho capitalista. A sociedade americana foi a primeira a sacar isso: as empresas cresciam e mais cargos iam sendo criados, fazendo da economia uma economia de serviços. E nesse momento da sociedade pós-industrial, a psicologia se adequou à economia liberal. O trabalho começou a se tornou mais inseguro, porque a competiçãoaumentou. Os psicólogos funcionaram, aqui, como "especialistas do conhecimento". Ajudaram os inseguros.

A ética da comunicação como espírito da empresa
As várias teorias elaboradas pelos psicólogos populares, que escreveram guias de administração entre as décadas de 30 e 70, giravam em torno da comunicação. Comunicação é uma tecnologia de manejo do eu que se apoia bastante na linguagem e nossentimentos, com o objetivo de estabelecer uma coordenação inter e intra-afetiva (um afeto de dentro e de fora).
Assim, na cabeça da psicologia popular, o bom administrador é aquele que primeiro se avalia, que pensa "qual a minha imagem aos olhos dos meus trabalhadores?".
A empatia (a capacidade de nos identificarmos com uma pessoa) é uma coisa afetiva e simbólica. Ser um bom comunicador significaser capaz de interpretar a conduta e os sentimentos dos outros. Assim, conhecer a si mesmo é super importante pois só assim você saberá com quem se identifica, com quem terá afinidade.
A comunicação produz técnicas e mecanismos de "reconhecimento social". A partir desse reconhecimento, criamos normas e técnicas para aceitação e reconhecimento dos sentimentos alheios. A comunicação, portanto, é umrepertório cultural que pretende aumentar sempre a cooperação, porque se aumenta a escuta e a empatia. O economista Adam Smith já falava isso: ao desenvolver a capacidade de escuta e empatia, o indivíduo desenvolverá seus interesses pessoais e sua capacidade profissional.
A comunicação foi necessária por muitos motivos, nas empresas. O mundo começou a se democratizar cada vez mais no século...
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