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  • Publicado : 15 de abril de 2014
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Cenário de um grande seriado da Rede Globo de Televisão, que narra a história de uma típica comunidade de pescadores banhada por um lindo mar azul e um riacho de água doce que lhe doou o nome e embalou os sonhos de paixão de muita gente, onde até hoje ouvimos sussurros de lembranças.

Riacho Doce foi descrita através da obra de mesmo nome pelo escritor José Lins do Rego, paraibano que seencantou com a terra e fez da comunidade a base de sua grande obra, mostrando ao Brasil, uma beleza natural ímpar.

Jangadas, casa-de-farinha, redes de pesca, tudo em volta à Igrejinha de Nossa Senhora da Conceição, construída não se sabe quando e formadora de Riacho Doce, pela sua arquitetura, acredita-se ter sido construída a mais de um século, dizem até que foi na época da invasão Holandesa.Precursor de uma grande atração que era a boate de luz negra e música mecânica, conhecida por “Zinga Bar”, envolvia toda a população de Maceió, até mesmo quem não morava nem perto, grande marco na metade dos anos 60. Freqüentar esses badalados pontos era obrigatório para quem viveu a juventude daquela época. Essa terra mostrava seus sons em todos os estilos, desde a Jovem Guarda até o puro rock,passando pelo romantismo para dançar de rosto colado.

Mas não só de dança vivia Riacho Doce, que também teve seu reconhecimento quando Edson de Carvalho, alagoano de Quebrangulo, que descobriu que debaixo de seus pés corria petróleo. Do petróleo só ficaram as histórias, já a casa de farinha ainda rende muitas conversas, beijus e bolos à base de coco e farinha de mandioca, é a arte centenária deRiacho Doce. De lá, as boleiras partem para o Centro de Maceió, onde se concentram na Praça da Alimentação e vendem seus produtos.

Pouca coisa mudou dos anos 60 para cá. A própria comunidade tratou de preservar seus atrativos turísticos, assim a casa grande de Edson de Carvalho, a igrejinha e a casa das boleiras continuam sendo vistas por milhares de pessoas a cada ano.

Sabe-se que sempre foipassagem obrigatória para quem saía da capital rumo ao litoral Norte. A estrada corta o povoado, hoje bairro, e alcançava uma ponte de madeira sobre o Riacho Doce. A rua principal, margeando a rodovia AL- 101 Norte, tem casas de comércio, residências antigas e novas.

A praia é sem dúvida um encanto, e muitos já estão fazendo deste lugar, o seu lugar, seja em morada ou veraneio. Nos fins desemana, o movimento é intenso nos bares e barracas improvisadas, enquanto as boleiras e vendedores de frutas, peixes e crustáceos faturam bem, garantindo o sustento das famílias.

Riacho Doce é tudo isso, e muito mais, a vegetação rica em coqueiros, mangues e herbáceas, forma uma redoma em volta da maravilhosa praia da Sereia e a foz do Rio Pratagy, onde podemos encontrar vestígios de que aquelelugar antes foi um manguezal, ainda podemos desfrutar da beleza dos arrecifes de franja, chamado assim por ter seus acabamentos em forma de franja e formador das piscinas naturais, o lugar deslumbra moradores e visitantes, ao mesmo tempo induz ao divertimento, aconchega a um descanso.

É um típico lugarejo provinciano, que por mais modernidade que tenha absorvido ao longo dos anos, seus moradoresainda conservam os velhos hábitos. Em dezembro, comemora-se a festa de sua padroeira, Nossa Senhora da Conceição, principal evento religioso da comunidade. A igrejinha se enfeita para receber os fiéis que rezam as nove noites anteriores ao dia da Padroeira, e no dia exato, saem em procissão, com a imagem da Virgem Imaculada Conceição.

Imagine um cenário paradisíaco, um riacho de água doce semisturando com o mar, as cabanas dos pescadores, uma igrejinha secular, uma casa de farinha e um subsolo rico em petróleo. Pois nesse cenário, na década de 1930, o escritor paraibano, José Lins do Rego, encantado com toda beleza, escreveu Riacho Doce, um dos maiores best sallers do país, que levou a TV globo a produzir um seriado, ainda hoje na memória de milhares de brasileiros.
   Pouca coisa...
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