Resenhas

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UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARA
UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL
CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E EDUCAÇÃO
CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM CIÊNCIAS NATURAIS – EaD
DISCIPLINA: EPISTEMOLOGIA E HISTÓRIA DA CIÊNCIA II – 60H
PROF. FORMADOR: RUY GUILHERME CASTRO DE ALMEIDA

Epistemologia e Historia da Ciência II


Aluno: Dalton Nunes Oliveira
Matricula: 20108319008Atividade apresentada como requisito de avaliação da disciplina Epistemologia e Historia da Ciência II. Licenciatura em Ciências Naturais Habilitação Física, orientando pelo professor. RUY GUILHERME CASTRO DE ALMEIDA




BELÉM2011
ATIVIDADE IV

Resenha "O papel dos engenheiros paraenses: do sanear ao nuclear" de Ruy Guilherme Castro de Almeida.

Os engenheiros tiveram um importante papel na modernização ocorrida no Brasil nas ultimas décadas do século XIX, principalmente com a mudança do Império para a República.

Nesse momento os engenheiros se constituíam,assim, numa elite intelectual e científica e se articulavam com a classe dos industriais na “busca de soluções não só relativas aos problemas específicos de suas atividades, mas também relacionadas à modernização brasileira”(Honorato,1996:31). Ou seja, os engenheiros passaram a participar da propagação de um projeto de desenvolvimento nacional, ocupando cargos técnicos estratégicos no aparelhoestatal.

Uma visão panorâmica sobre as atividades da engenharia no Pará foi feita pelo jornalista Oswaldo Coimbra. Nesse trabalho, Coimbra abordou a participação dos engenheiros militares, no período de 1799 a 1819, com foco centrado na figura de Antonio Baena.

Destacaremos alguns engenheiros paraenses formados, principalmente, a partir da última metade do século XIX. A maioria era formada pelaEscola Politécnica do Rio de Janeiro.

O papel desempenhado pelo engenheiro paraense Manoel Odorico Nina Ribeiro é relevante. Nina Ribeiro elaborou, entre 1883-1886, “o plano urbanístico que orientou a expansão e modernização da cidade de Belém na virada do século XIX para o XX(Duarte,1997:1).

A cidade de Belém, no começo do século XX, ainda não dispunha de uma escola de formação deengenheiro, porém, já dispunha de um Clube de Engenharia. Fundado em 1919, sob a direção do engenheiro Henrique Américo de Santa Rosa, congregou “engenheiros civis e industriais, arquitetos, agrônomos e agrimensores radicados em Belém com a finalidade de estudar os problemas próprios da engenharia e da indústria empregando os meios a seu alcance em prol da prosperidade”(Barbosa,1979:03).

Conformesalientamos anteriormente os engenheiros paraenses foram formados em outros centros, principalmente na Escola Politécnica do Rio de Janeiro. Somente a partir de 1931 é que o Estado contaria com uma escola formadora desses profissionais: a Escola de Engenharia do Pará.


Mas a justificativa concreta para a criação da Escola estava relacionada com a presença de empresas no Estado e a necessidade depreparar mão de obra local que atendesse os interesses industriais, segundo Eleutherio

“na phase actual, em que os horizontes da civilização no Extremo
Norte estão condicionados aos esforços e recursos da iniciativa de
Companhias extrangeiras, em especial a Empresa “Companhia Ford
Industrial do Brasil” que precisará amanhã, de technicos brasileiros
para as suas industrias, a idéa dacreação da Escola não germinava
de todo ingrato”(Ata,10.04.1931)

A afirmação de Eleutherio foi compartilhada por Manoel Leônidas de Albuquerque, que justificou auspiciosamente a necessidade da fundação da Escola para favorecer as indústrias americanas que desejassem ou já estivessem operando na Amazônia, desenvolvendo as nossas possibilidades em vários ramos(Ata,10.04.1931).

Segundo a mesma...
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