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BAUMAN, Zygmund. A Sociedade Individualizada: Vidas Contadas e Histórias Vividas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed. 2008


Zygmund Bauman é um sociólogo polonês, nascido em Poznań no dia 19 de novembro de 1925.

Bauman  iniciou sua carreira acadêmica na Universidade de Varsóvia, porém em 1968 foi obrigado a deixar a academia por ter livros e artigos censurados.Sem muitas perspectivas, o sociólogo emigrou da Polônia, reconstruindo sua carreira no Canadá, Estados Unidos, Austrália e por fim Inglaterra, onde na década de 70 assumiu o cargo de professor titular da Universidade de Leeds, onde permaneceu por pelo menos vinte anos. Lá conheceu o filósofo islandês Ji Caze, que influenciou sua prodigiosa produção intelectual, pela qual recebeu os prêmiosAmalfi e Adorno.
Bauman tem mais de dezesseis obras publicadas no Brasil, dentre as quais se destacam Amor Líquido, Globalização: as Conseqüências Humanas e Vidas Desperdiçadas. Tornou-se conhecido por suas análises das ligações entre a modernidade e o holocausto, e o consumismo pós-moderno. Os estudos sociológicos lhe permitem refletir sobre a angústia que reina nos sentimentos humanos, quandorelacionado à pressa de encontrar o parceiro perfeito.
Para o sociólogo, a fluidez dos vínculos, que marca a sociedade contemporânea, encontra-se inevitavelmente inserida nas próprias características da modernidade, discussão esta que está perfeitamente retratada nas primeiras obras do autor. É impossível fugir das consequências da globalização, com suas vertiginosas ondas de informação ede novas idéias. Tudo ocorre com intensa velocidade, o que também se reflete nas relações entre as pessoas.
Atualmente Bauman leciona sociologia nas Universidades de Leeds e de Varsóvia.
Outras obras de Zygmund Bauman são: A liberdade, Ética pós-moderna, O Mal-Estar da Pós-Modernidade.
“ O homem civilizado trocou uma parcela de suas possibilidades de felicidade por uma porção desegurança.” Pág. 57
“ A felicidade, portanto, significa liberdade: liberdade para agir conforme os impulsos, para seguir seus próprios instintos e desejos”. Pág. 57
“A segurança, por outro lado, significa proteção contra três tipos de sofrimento que ameaçam os seres humanos: os que vêm do nosso próprio corpo, os do mundo externo, e os de nossas relações com os outros homens.” Pág. 57“Essa ordem que chamamos civilização é vulnerável, pracária e destinada a permanecerem assim.” Pág. 58
“Os humanos necessitam tanto da liberdade como da segurança-e o sacrificio de qualquer um deles causa sofrimento.” Pág. 58
“Haverá descontentamento em qualquer civilização, e são precisamente esses descontentamentos endêmicos à vida civilizada que mantêm a civilização dinâmica,para sempre em mudança, e impedem o congelamento de qualquer de suas formas concebidas.” Pág. 58
“A enfermidade característica da pessoa civilizada reside, portanto, dentro da psique humana. É lá que é preciso descobri-la, diagnosticá-la e curá-la. Na verdade, a civilização é amplamente responsável por nossa miséria, e uma pessoa se torna neorótica porque não pode tolerar a quantidade defrustações que a sociedade impõe a serviço de suas ideias culturais.” Pág. 59
“Não é a esmagadora pressão de um ideal, com qual não podem viver de acordo, que atormenta os homens e mulheres contemporâneos, mas a falta de ideias: a ausência das necessárias receitas eindeutig para uma vida decente, dos pontos de orientação firmemente fixados e estáveis, do destino previsível para o itinerário davida.” Pág. 60
“O preço em questão é a insegurança(ou melhor, Unsicherheit: um desconforto muito mais complexo, que inclui a incerteza, a falta de proteção e a insegurança); um preço alto, na verdade, ao se considerar o número de escolhas com que uma pessoa deve se confrontar todos os dias.” Pág. 61
“Dispor os membros como indivíduos é a marca registrada da sociedade moderna...A...
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