Resenha

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ
CENTRO DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO
DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
CURSO: COMUNICAÇÃO SOCIAL – HAB JORNALISMO
DISCIPLINA: TEORIA DA COMUNICAÇÃO II
DOCENTE: LEILA SOUSA
DISCENTE: ALINNY MARIA E PEDRO JAMES

RESENHA DO LIVRO À SOMBRA DAS MINORIAS SILENCIOSAS – O FIM DO SOCIAL E O SURGIMENTO DAS MASSAS

TERESINA, FEVEREIRO DE 2013
Jean Baudrillard – À sombradas minorias silenciosas
O fim do social e o surgimento das massas

BAUDRILLARD, Jean. À sombra das maiorias silenciosas: o fim do social e o
surgimento das massas / Jean Baudrillard; tradução Suely bastos. – 4. Ed. - São Paulo: Brasiliense, 1994. 86 p.

Jean Baudrillard, filosofo francês da segunda metade desse século. Estudioso do poder e de suas relações com a arte, a produçãointelectual e a sexualidade, seu livro À sombra das maiorias silenciosa caracteriza a sociedade atual, na qual fazemos parte como uma sociedade massiva e silenciosa.
Não acostumado com a modernidade, vivemos em um ambiente totalmente desregulado, com o advento das tecnologias e do grande processo de formação de notícias a sociedade é equiparada ( transformada) numa grande massa, mas para Baudrillard asmassas não é qualquer um, nem qualquer grupo de indivíduos que juntos poderiam formar um signo social, ou revolução.
Baudrillard não caracteriza o proletariado como massa, pois ele já esta abaixo dessa “categoria”, tendo em vista que o mesmo não poderia e nem teria oportunidade para se negar.
“ Querer especificar o termo massa para Baudrillard é justamente um contrassenso, é procurar um sentido eno fim não têm” ou seja não existe, ou se existe é insignificante.
“Diz-se ‘a massa de trabalhadores’. Mas a massa nunca é de trabalhadores, nem de qualquer outro sujeito ou objeto social. As ‘massas camponesas’ de outrora não eram exatamente massas: só se comportam como massa aqueles que estão liberados de suas obrigações simbólicas, ‘anulados’ ( presos nas infinitas ‘redes’) e destinados aserem apenas o inumerável terminal dos mesmos modelos, que não chegam a integra-lo e que finalmente só se representam como resíduos estatísticos. A massa é sem atributo, sem predicado ou sua definição radical. Ela não tem ‘realidade sociológica’. Ela não tem nada a ver com alguma população real, com algum corpo, com algum agregado social especifico. (pág.- 6).
Tornando a reforça que a massa não podeser constituída, pois se fosse que atributos seriam usados para a sua formação, uma vez que Baudrillard não lhe atribui nenhum significado, nem lhe agrega nenhum valor social.
Como pode então existir “a massa” ou “as massas”? Que característica da a elas? Que sentindo e qual finalidade lhe caberia?
As sociedades modernas passam por inúmeras transformações e há quem diga que esse é o século dasmudanças e dos desenvolvimentos, onde o conhecimento se aperfeiçoa e a realidade torna-se cada vez mais indistinguível de um mundo que outrora não se poderia existir, e as massas onde ficam nesse processo, já que são estáticas. Caberia a elas sofrerem transformações, ate mesmo as massas teriam que se adaptar a essa nova realidade e como se adaptar sem sofrer mudanças.
Se as massas não existem,elas não têm histórias a escrever, e como colocá-las numa representação imaginaria, onde possam flutua entre a passividade e espontaneidade selvagem, e como afirma que as massas possuem uma energia potencial, como estoque de social e de energia social se elas são totalmente passivas. (pág.- 6)
Sabemos que a força única que as massas possuem e a de absorção e de neutralização, seu único atributo éa inércia, como ousar a dizer que um dia as massas poderão ser “protagonista da historia”.
As massas transforma tudo em um grande vácuo social, onde acumulações rodopiam num claro-escuro cerebral. As massas são um conjunto de resido social no “vácuo de partículas individuais. Todas as suas energias desaba no seu próprio peso. Onde o social se precipita num buraco negro”. (pág. – 6)
Nesse...
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